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Lula preso. Moro nega pedido do petista para suspender perícia no processo do sítio de Atibaia



Caberá ao juiz federal Sergio Moro, da Justiça Federal do Paraná, decretar a prisão do ex-presidente Lula nos próximos dias, logo que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região de Porto Alegre terminar de analisar o embargo do petista, referente a sua condenação no caso do triplex do Guarujá. O TRF-4, que já pediu a prisão de Lula após a análise do embargo, deve concluir o caso até fim de março. Caso o petista não consiga ter seu habeas corpus analisado pelo STF até lá, caberá a Moro decretar sua prisão.

Mas a possibilidade concreta de ir parar atrás das grades nos próximos dias não está impedindo o ex-presidente de tentar ganhar tempo em outros processos em que figura como réu.Nesta quinta-feira (8), Moro negou um pedido da defesa de Lula para suspender uma perícia ordenada pelo magistrado no processo sobre o sítio de Atibaia (SP), da Operação Lava Jato.

No dia 23 de fevereiro, Moro determinou a realização de uma perícia pela Polícia Federal nos dados dos sistemas Drousys e MyWebDay, usados pela Odebrecht para gerenciar pagamentos ilegais. O objetivo apontado pelo magistrado é "identificar e extrair eventuais lançamentos e documentos" relacionados ao processo do sítio. O processo referente ao caso deve ser concluído até o meio do ano. Lula deve ser o último a ser ouvido, possivelmente já na condição de preso.

Neste processo, o ex-presidente é acusado de ter recebido propina de R$ 1,02 milhão da Odebrecht, OAS e Schahin na forma de obras feitas no sítio, que era usado pelo ex-presidente. A vantagem indevida seria oriunda da participação dessas empresas no esquema de corrupção na Petrobras desvendado pela Lava Jato. O MPF também afirma que Lula comandava tal esquema e se beneficiava do mesmo "não só para enriquecimento ilícito, mas especialmente para alcançar governabilidade com base em práticas corruptas e perpetuação criminosa no poder".

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