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Lula fala em processar Netflix após teatro dos tiros na caravana. A esquerda defende a arte com homem nu a criança e ataca obra de ficção



Após protagonizar um extraordinário espetáculo como alvo de repúdio popular na região Sul do país e encenar um dramalhão mexicano em torno de supostos tiros disparados contra sua comitiva pela região, o ex-presidente Lula manifestou a intenção de processar a produtora Netflix pelo documentário "O mecanismo".

O teatro encenado por Lula e seus subordinados durante a caravana da ovada foi encerrado de forma melancólica em Curitiba, no Paraná, na noite desta quarta-feira, 28, com o povo da cidade barrado no espetáculo. Graças ao episódio envolvendo supostos tiros disparados contra ônibus de sua comitiva, Lula conseguiu que o governo do Paraná mobilizasse praticamente todo o efetivo da PM para cercar a Praça Santos Andrade, impedindo o povo de ter acesso ao ato supostamente Democrático. Lula e os organizadores da caravana levaram seu próprio público. Mais de 30 ônibus lotados de figurantes remunerados devidamente caracterizados com suas vestes e bandeiras vermelhas desempenharam seu papel secundário e seguiram à risca o script encenado milhares de vezes país afora.

Ao lado dos pré-candidatos à Presidência Manuela D'Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL), Lula, o sujeito que pode processar a Netflix, estava cercado das mesmas pessoas que dias atrás defendiam as manifestações artísticas evolvendo crianças e homens nus em museus.

As contradições e falta de coerência da esquerda brasileira são capazes de envergonhar qualquer cidadão minimamente racional. As críticas contra a série “O Mecanismo” são absurdas, pois a obra não é um documentário, mas apenas uma obra de ficção baseada em fatos reais. Qualquer pessoa sabe que este tipo de obra, em nome da própria narrativa, não deve ficar presa à realidade dos fatos. Uma obra de ficção não possui compromisso com a verdade, nos termos que se propõe a série comercial.  O roteiro, embora baseado em fatos reais, pode incluir elementos fantasiosos.

Mas a tirania da esquerda não costuma contemplar valores como a liberdade de expressão quando se sentem ofendidos. Tentam impor suas visões de mundo e censurar qualquer manifestação artística que contrarie seus interesses. Segundo disse Lula em Curitiba, seus opositores "Estão mais para fascistas ou qualquer outra coisa".

— Nós vamos processar a Netflix. Nós não temos que aceitar isso, e eu não vou aceitar. O que eles têm é preocupação conosco, é a única explicação que eu tenho — prometeu o petista, que foi aplaudido efusivamente pelos atores coadjuvantes e figurantes contratados para o triste espetáculo no qual todos encenavam uma 'Democracia' ficcional. 

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