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Lula expõe Dilma ao ridículo em seu livro e tenta se esquivar da responsabilidade das lambanças da petista



O ex-presidente Lula não fez a menor cerimônia ao expor a ex-presidente Dilma ao ridículo em seu livro "A Verdade Vencerá", lançado recentemente pela editora Boitempo. Ao longo de 216 páginas, o petista exalta seus feitos e exibe números, a exemplo do vídeo no final da matéria, no qual admite que inventava números durante suas viagens ao exterior 'para impressionar' os gringos.

Lula é o herói e a vítima da obra. O petista alega ter sido o melhor presidente da história do país, afirma que só ele é capaz de resolver os problemas do Brasil, e se diz um injustiçado e perseguido pela Justiça.

Segundo Lula, condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, "A Polícia Federal mentiu no inquérito, o Ministério Público mentiu na denúncia, e o Moro sabia que não era verdade e aceitou e transformou as mentiras num processo que me condenou [bate na mesa]. E a segunda instância no Rio Grande do Sul transformou a outra mentira na minha condenação", diz o petista, que evita comentar as outras seis ações penais em que figura como réu, apontado como protagonista de centenas de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.

O petista também tenra se eximir da responsabilidade de ter indicado a ex-presidente Dilma como sua sucessora. Quando pedia votos para Dilma, Lula exaltava sua competência e capacidade administrativa extraordinária. A petista acabou sendo expulsa do pode, após uma série de lambaças homéricas na economia.

Agora que o estrago já foi feito, Lula aponta o dedo para Dilma, documentando a execração pública daquela que ficou conhecida como "O poste de Lula". Qualquer membro do PT sabe que Lula mandava em Dilma e tinha controle total sobre o governo da petista, inclusive na indicação de ministros. No livro, Lula tenta insinuar que não teve nada a ver com a tragédia causada pelas últimas administrações petistas no país. A Folha fez um pequeno apanhado das críticas do petista contra seu próprio poste:

"Ela cometeu muitos erros na política pela pouca... Talvez pela pouca vontade que ela tinha de lidar com a política; muitas vezes ela não fazia aquilo que era simples fazer", afirma o petista.

Lula lembra os dias que antecederam o impeachment da petista: "Eu nunca vi tanta unanimidade de deputados e senadores contra; todo mundo reclamava. Eu cheguei a ponto de dizer para a companheira Dilma: 'Olha, você vai passar para a história como a única presidente que nem os ministros defenderam'."

Em duas passagens do livro, diz que percebeu Dilma "triste" instantes depois de confirmada a vitória dela sobre Aécio Neves (PSDB). "A sensação que tive foi de que ela não tinha gostado de ganhar. Quando me aproximei dela, ela falava: 'Eu nunca mais quero participar de um debate, nunca mais'."

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