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Lula está com tanta moral STF, que agora só falta pedir a prisão do juiz Sérgio Moro. De novo



O ex-presidente Lula está mesmo cheio de moral no Supremo Tribunal Federal. Mesmo diante do receio de hostilidades por parte da sociedade, os ministros da Corte acabaram cedendo a pressões misteriosas e proibiram a Justiça de prender o petista, que teve sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro conformada Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre. Neste segunda-feira, 26, se encerra a jurisdição sobre o caso do triplex do Guarujá, ao fim da análise dos embargos apresentados à Corte pela defesa do ex-presidente.

Apesar de formalmente condenado em 2.º grau, Lula obteve um vale impunidade que impede que o juiz Sérgio Moro decrete sua prisão nos próximos dias. O STF prometeu julgar o méritos do habeas corpus do petista no dia 4 de abril, mas nada garante que Lula não levará mais esta, tendo em vista a sensação que parte da população tem de que os ministros do Supremo tem mesmo algum rabo preso com o petista. De outro modo, nada impede que o julgamento seja adiado novamente ou suspenso, caso algum dos ministros peça vista no caso. Assim, o vali impunidade de Lula continuará valendo por prazo indefinido, já que o SALVO-CONDUTO assinado pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, não tem prazo de validade e pode vigorar enquanto não for finalizado o julgamento do habeas corpus no qual Lula pede para não ser preso.

O petista está com tanta moral no STF que não seria surpresa se os ministros da Corte acolhessem alguma ação de Lula contra juiz federal Sérgio Moro. O petista já moveu ações contra o magistrado responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Numa destas ações, Lula alegava ter sido vítima de Sérgio Moro, que teria praticado abuso de autoridade durante a 24ª fase da Operação Lava Jato. A defesa do petista citou na ação a condução coercitiva de Lula para depor, além dos mandados de busca e apreensão de bens do político e as interceptações de conversas telefônicas, entre elas um diálogo com Dilma, divulgada por Moro, no qual o petista combinava um cargo de ministro para conseguir foro privilegiado.

Por estas acusações, Lula queria que Sérgio Moro fosse preso por seis meses, pedia uma multa a Moro de até R$ 5 mil, perda do cargo e inabilitação do exercício de função pública por até três anos.

O magistrado entregou o caso à própria esposa, Rosângela Wolff Moro, que impôs uma derrota humilhante aos anseios do petista e de seus advogados na ação movida por Lula contra Moro  no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre.

Rosângela Wolff Moro classificou a queixa-crime como uma tentativa de intimidar o Poder Judiciário e lembrou uma das falas de Lula captada em interceptação na qual o ex-presidente afirmava que os juízes “tem que ter medo”.

Lula e seus advogados tiveram todos seus argumentos refutados por unanimidade pela 4ª Seção do TRF4, formada pelos desembargadores das 7ª e 8ª Turmas, especializadas em Direito Criminal, competente para julgar queixas contra juízes federais.

Diante da simpatia dos ministros do STF demonstrada ultimamente para com o ex-presidente Lula, que proibiram o juiz Moro de prender o petista, não se espera mais nada em termos de Justiça no país onde bandido pede prisão de juiz. 

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