linkaki

Lula e o PT passaram décadas atacando Delfim Netto. Agora surgem os podres de Belo Monte



Durante décadas, o ex-presidente Lula e os integrantes do PT atuaram como críticos ferozes e raivosos do ex-ministro Antônio Delfim Netto, um personagem que permeou os bastidores da política nacional desde o início dos anos 70.

Apontado como um dos responsáveis pela tragédia do endividamento do país, o economista teve abrigo nos governos militares e influenciou praticamente todos os chefes do executivo desde então. Graças à sua influência e conexões com banqueiros, Delfim Netto atuava como uma espécie de interlocutor informal entre governos e setores do mercado financeiro. 

Nos bastidores, o economista sempre cortejou o poder. Dos generais ao sindicalista, Delfim Netto provou que os ataques sofridos por Lula e pelo PT durante décadas era apenas uma estratégia para iludir militantes e ativistas de esquerda que acreditavam na revolução socialista prometida por Lula e seus subordinados.

Lula conseguiu iludir a todos e se aliou ao que havia de mais retrógrado na política nacional, como o ex-presidente José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros e outros personagens que usou para chegar ao poder com seus discursos inflamados.

Não foi por acaso que os ativistas de esquerda e militantes do PT ficaram indignados com a grande proximidade do ex-ministro da Fazenda no período da ditadura Delfim Netto com os petistas Lula e Dilma Rousseff. Os mais desconfiados sempre se perguntavam como pessoas de ideologias tão diferentes se tornaram tão amigas da noite para o dia, um tecendo loas sobre o outro. Pois a resposta para tantas indagações apareceu: a ligação se dava por meio tráfico de influência em troca de repasses de propina. A Operação Lava Jato revelou que Delfim Netto foi o beneficiário de cerca de R$ 15 milhões oriundos da construção da Usina de Belo Monte.

A investigação que culminou com os mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 4,4 milhões nas contas de Delfim Neto não é nova. Em 2016, o delator Flávio David Barra, da construtora Andrade Gutierrez e um dos principais responsáveis pela construção de Belo Monte, Delfim recebeu os R$ 15 milhões em propinas por meio de contratos fictícios. Ao que tudo indica, a Lava Jato comprovou as informações e agora abre uma nova frente de investigações que ninguém sabe onde vai parar.

 O ex-ministro Antonio Palocci foi o porta-voz do governo federal para a cobrança de vantagens indevidas a Delfim Netto e José Carlos Bumlai junto às empreiteiras que atuaram na construção do Belo Monte, segundo o Ministério Público Federal.

Esta nova fase da Lava Jato comprova que Lula sempre foi um corrupto fingido e mentiroso, um homem sem vergonha que enganou metade da nação. Lula sempre conheceu os demônios. Só queria fazer parte do inferno.

Informe seu Email para receber notícias :