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Lula é ficha suja e está inelegível com tiro ou sem tiro



O ex-presidente Lula e seus subordinados na imprensa devem tentar explorar politicamente a episódio envolvendo disparos suspeitos contra os ônibus da caravana do petista pela região Sul do país. A narrativa de que Lula tem sido perseguido de forma implacável por opositores nos últimos dias deve ser amplificada agora após o episódio dos tiros na comitiva do petista. Os ovos atirados contra o petista ao longo da caravana não foram suficientes para colocá-lo no papel de vítima 'de milícias', como vinham denunciando a ex-presidente Dilma Rousseff e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

A Polícia Federal deve investigar as circunstâncias dos disparos e procurar averiguar os motivos pelos quais os organizadores da caravana não solicitaram escolta policial durante o pequeno trajeto entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná, no final da tarde de terça-feira, 27. Conforme a Polícia Militar do Paraná, que tem cuidado do reforço o policiamento nos locais de manifestação determinados previamente pela caravana do ex-presidente, “não houve, por parte do ex-presidente, o pedido de escolta” para o referido trajeto, informou o Estadão.

Lula não estava nos ônibus atingidos por dois ou três disparos. O petista teria se deslocado entre uma cidade e outra em um helicóptero.  Segundo avaliação de peritos em balísticas divulgadas na internet, há suspeitas de que os disparos contra os veículos foram efetuados por uma pessoa parada e com o ônibus parado.

O fato é que o ex-presidente Lula tem pela frente o julgamento de um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal no qual pede para não ser preso, após ter sido condenado em duas jurisdições penais e ter sua prisão determinada pelos desembargadores do TRF-4. O Tribunal da Lava Jato confirmou sua condenação a uma pena de 12 anos e um mês de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Mais do que nunca, Lula e o PT precisam desesperadamente de 'fatos ou factoides' para mobilizar a imprensa em torno da figura do petista, que precisa estar em evidência máxima nestes dias que antecedem a decisão fatal do STF.

Independente de conseguir se safar da prisão por meio da camaradagem de alguns ministros do STF,  Lula já tornou-se  oficialmente, um “ficha-suja” – isto é, não pode ter sua candidatura a qualquer cargo eletivo aceita pela Justiça Eleitoral, em razão de condenação judicial em duas instâncias.

O fato é que com tiro ou sem tiro, Lula está inelegível. 

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