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Lula desafiou Moro a provar seus crimes, apostando no cinismo e em seu poder político. Se deu mal e agora vai em cana




O ex-presidente Lula será finalmente preso nos próximos dias após a conclusão de seu primeiro processo na Lava Jato, referente ao triplex do Guarujá. O TRF-4 confirmou a condenação do petista pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, e elevou sua pena para mais de 12 anos de prisão em regime fechado. Lula já teve um habeas corpus negado pelo STJ e seu recurso no STF não deve ser pautado antes de sua prisão.

Mas a prisão de Lula vai apenas coroar o brilhante trabalho realizado pela força-tarefa da Lava Jato e a capacidade técnica do juiz federal Sérgio Moro, cujo trabalho sério foi ratificado por outros oito magistrados do TRF-4 e STJ. Lula protagonizou episódios ridículos em sua cruzada para escapar da Justiça. Além de alegar que não era dono, no papel, do triplex do Guarujá e do sítio em Atibaia, o ex-presidente petista desafiou os membros da força-tarefa da Lava Jato várias vezes a provarem que ele tinha dinheiro escondido. A Lava Jato provou que o petista estava mentindo, bloqueou R$ 9.6 milhões em suas contas em bancos e ainda  encontrou outra conta secreta no departamento de propinas da Odebrecht.

A conta corrente de Lula no departamento de operações estruturadas da empreiteira era "um dos segredos mais bem guardados da delação premiada dos executivos da Odebrecht, cujos depoimentos se tornaram públicos e revelaram em detalhes que o ex-presidente Lula era o dono de uma parte da milionária conta corrente que o PT mantinha junto à empreiteira".

Lula foi desmascarado pela Lava Jato em várias frentes de investigações e ainda assim, procura manter o cinismo de suas alegações. O grau de comprometimento do petista na investigação ficou comprovado não apenas na delação de Marcelo Odebrecht, como de outros dirigentes da empreiteira, que confirmaram que Lula é o misterioso personagem por trás do codinome “Amigo”.  Os dados confirma que em julho de 2012, Lula tinha um crédito de 23 milhões de reais registrado no Departamento de Operações Estruturadas, como era chamada o setor de propinas da companhia".


Todos estas informações vieram a tona graças ao fato da Polícia Federal ter chegado a Maria Lúcia Guimarães Tavares, a datilografa e distribuidora de "acarajés" do setor de propina da Odebrecht. A secretária é a testemunha bomba da Operação Xepa, 26.ª fase da Lava Jato, que culminou com a decisão do alto escalão da Odebrecht de fazer delação premiada e reconhecer que o "amigo" titular de uma conta corrente de propina que consta nas planilhas apreendidas PF é mesmo o ex-presidente Lula. Os saques desta conta somaram R$ 23  milhões nos últimos anos e parte do dinheiro foi usado para comprar uma cobertura em São Bernardo do Campo, no mesmo andar onde o petista tem um apartamento. Lula teria usado como laranja um primo de seu amigo José Carlos Bumlai.

Segundo a BrasilPrev, Lula fez um aporte em um único dia de R$ 9 milhões. A instituição não informou em quantas malas Lula levou o dinheiro para fazer o depósito. O inventário da mulher de Lula, Marisa Letícia, falecida em fevereiro de 2017,  revelou que a ex-primeira dama tinha mais de R$ 11 milhões em dinheiro espalhados por contas e aplicações que tem Lula como principal beneficiário.


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