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Joesley Batista teria dito que pagaria R$ 5 milhões por habeas corpus



O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. Joesley preso desde setembro em São Paulo, acusado de irregularidades no acordo de delação premiada, acaba de conquistar a liberdade. A decisão de mandar soltar o empresário, e seu parceiro Ricardo Saud, partiu do juiz Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Criminal do Distrito Federal.

Joesley Batista é considerado o pivô de uma das maiores crises institucionais da história da República. O empresário conseguiu firmar em tempo recorde um acordo de delação premiada com o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os dois são acusados de terem forjado provas para oferecer denúncias contra o presidente da República. Em gravação de uma conversa entre Joesley e o parceiro Ricardo Saud, os dois comentaram que  integrantes da PGR estavam envolvidos na trama que permitiu a aprovação do acordo homologado pelo  STF.

Por conta dos áudios, Joesley e Saud foram acusados de descumprir o acordo de colaboração e acabaram presos em 10 de setembro. Três dias depois, Joesley foi alvo de uma nova ordem de prisão, desta vez expedida pela Justiça Federal de São Paulo. A ordem era extensiva também a Wesley. Os dois foram acusados de usar informações privilegiadas do acordo de delação para ganhar dinheiro no mercado financeiro.

A Justiça brasileira é estranha mesmo. Após mais de dois anos sem encontrar provas contra o Temer, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, mandou quebrar o sigilo bancário de um presidente da República em exercício pela primeira vez na história. Já o criminoso Joesley Batista, que confessou ais de 200 crimes que resultariam em condenações de mais de 2 mil anos, ganha a liberdade. Todos merecem ser investigados, inclusive os ministros do Supremo que conseguiram suas vagas graças ao financiamento de suas campanhas por parte da JBS. Mas a sensação de impunidade prevalece no país com a soltura de um criminoso que investiu no caso para lucrar e conquistar a liberdade, como foi o caso de Joesley, o queridinho dos meios de comunicação que patrocinaram a conspiração criminosa contra o país.

O GLOBO informou, de forma superficial, uma tentativa de Joesley de obter um habeas corpus para conseguir a liberdade. A publicação informa que "Segundo este policial, ainda abalado emocionalmente, Joesley contou que só pelo habeas corpus pagaria R$ 5 milhões a um dos advogados. Seriam R$ 2,5 milhões à vista e o restante quando saísse cadeia. Logo depois o empresário deixou a cela da PF em Brasília, mas foi levado para a carceragem da instituição em São Paulo, onde se encontra até hoje".

Com informações de O GLOBO

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