linkaki

Interventor quer confrontar a face do crime organizado no Rio, 20% dos denunciados ao Gaeco são policiais ou ex-policiais



O general Walter Souza Braga Netto voltou a defender um choque de gestão nas forças de segurança no Rio de Janeiro através de uma faxina na conhecida banda podre das Polícias Militar e Civil. O interventor do Rio afirmou que o maior desafio será reestruturar as polícias fluminenses através da recomposição dos quadros das corporações voltados para o policiamento, de forma a aumentar a sensação de segurança da população. Na mesma linha gerencial, o chefe da Comunicação do Comando Militar do Leste, coronel Carlos Frederico Cinelli, disse que os comandantes dos batalhões da PM serão mais cobrados e, caso não apresentem resultados, “serão substituídos”.

Braga Netto falou em fortalecer as corregedorias, reforçando informações de bastidores de que o desvio de conduta de policiais é um dos focos da intervenção federal:

— Vamos tomar todas as medidas necessárias para que o bom policial seja valorizado, e o mau profissional seja penalizado — disse, acrescentando que é preciso “recuperar a credibilidade”.

Em cada dez denunciados por corrupção pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual, desde sua criação em 2010, dois são policiais ou ex-policiais, ou seja 20% do total.

O general também pretende usar parte dos R$ 2,7 bilhões reservados pelo governo federal para a intervenção no Rio para colocar os salários dos policias em dia e reestruturar as polícias, com a aquisição de novas viaturas e equipamentos.

Com informações de O GLOBO

Informe seu Email para receber notícias :