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Habeas Corpus de Lula no STF é apenas a ponta do iceberg. Interesses de criminosos poderosos e destruição da Lava Jato. Este é o nome do jogo



Os autores de frases de porta de banheiro do Supremo Tribunal Federal está se bicando em meio às contradições dos discurso moralistas proferidos nos últimos meses pelos togados na imprensa. Enquanto alguns insistem em viver um personagem na cruzada contra a corrupção e à impunidade, outros recuam, acuados por suas próprias declarações.

O fato é que a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, tem sido diligentemente pressionada a colocar em pauta um habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Lula, no qual o petista pede para não ser preso.

O problema é que há interesses poderosos por trás das tentativas de derrubar o entendimento de que condenados em segunda instância podem iniciar o cumprimento da pena após a conclusão de processos em segunda instância. Lula é apenas a ponta do iceberg de interesses nem mais obscuros e inconfessos.

Há muito dinheiro em jogo e escritórios de advocacia de todo o Brasil acompanham os desdobramentos desta queda de braços no Supremo. Recuar sobre a possibilidade de prisão de condenados em 2.º grau representa não amenas uma ameaça mortal à Lava Jato, como também abre a possibilidade para que centenas de criminosos poderosos consigam a liberdade.

Presos poderosos e criminosos que ainda podem ser presos no futuro apostam alto na derrubada da regra. Isto significa não apenas o fim da Lava Jato como a redenção de todas as organizações criminosas do país, incluindo traficantes, assassinos, sonegadores, fraudadores e bandidos de toda natureza. Todos clientes das maiores bancas de advogados do país. O conflito de interesses no STF envolve negócios que vão bem além do habeas corpus de Lula. Não é por acaso que setores do Judiciário, que insistem em desestabilizar o país apostando no caos, estão receosos com a proximidade de Temer com as Forças Armadas.

Resta saber se o dinheiro, o jogo de poder e o tráfico de influência vai prevalecer sobre os interesses do país e promover um retrocesso no combate à corrupção e impunidade. Nos bastidores do que realmente está em jogo, Lula é apenas um detalhe. Não é por acaso que alguns defendem que qualquer caso relativo a prisão de condenados em segunda instância seja colocado logo em pauta. Não precisa ser o HC de Lula. 

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