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É melhor Lula ser preso. Adilson Dallari, professor de direito da PUC-SP, acha que Cármen Lúcia está certa em protelar o julgamento



A prisão do ex-presidente Lula deve distensionar as pressões para que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmén Lúcia para que a Corte volte a analisar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

Nesta terça-feira, 06, Lula teve negado seu pedido de habeas corpus feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual pedia para não ser preso, caso os recursos da defesa contra a condenação no caso Triplex do Guarujá sejam rejeitados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4).

Para o professor de direito da PUC-SP Adilson Dallari, este não é o momento apropriado para que o Supremo julgue o caso, devido a pressão política. "Acho que Cármen Lúcia está certa em protelar o julgamento. É melhor esperar baixar a fervura para poder julgar com mais segurança", defendeu.

Para Dallari, o cumprimento da pena a partir da condenação em segunda instância é adequado para evitar a impunidade dos mais ricos e o STJ decidiu corretamente ao seguir a atual jurisprudência do STF. "É uma questão de igualdade. Quem vai preso? É quem não tem dinheiro. Agora, a pessoa de grande poder econômico não vai preso nunca, porque tem uma infinidade de recursos".

Caso o julgamento do habeas corpus de Lula não seja julgado pelo STF nas próximas semanas, o petista deverá ser preso e seu caso poderá se avaliado no Supremo sem a pressão atual.

Com informações do site da BBC Brasil

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