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Delfim Netto caiu na Lava Jato, junto com Bumlai e Palocci em esquema de corrupção durante governo Dilma



O ex-ministro Delfim Netto  acaba de cair na Operação Lava Jato por suposto envolvimento em um esquema de corrupção durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. O economista, que teve R$ 4 milhões bloqueados em suas contas por determinação do juiz federal Sérgio Moro, apareceu no sistema de propinas da Odebrecht em operações relacionadas a repasses de propinas nas obras da Usina de Belo Monte.

Delfim Netto teria se beneficiado do esquema por intermédio do ex-ministro Antonio Palocci. que teria atuado como o porta-voz do governo federal para a cobrança de vantagens indevidas repassadas a  Delfim Netto e José Carlos Bumlai junto às empreiteiras que atuaram na construção do Belo Monte, segundo o Ministério Público Federal.

De acordo com o procurador Athayde Ribeiro Costa, o governo federal atuou para direcionar a licitação para o consórcio Norte Energia. O grupo de empresas se reuniu graças à atuação do ex-ministro Delfim Netto e do pecuarista José Carlos Bumlai, que já foi investigado na Lava-Jato por outros negócios envolvendo o PT e o ex-presidente Lula.

Residências e o escritório de Delfim Netto foram alvos de busca e apreensão durante a manhã desta sexta-feira, além das sedes da empreiteira J. Malucelli, no Paraná, uma das empresas que participaram do consórcio Norte Energia e fizeram depósitos a Delfim Netto.

— Segundo a investigação, Delfim Netto, em conjunto com Bumlai, ajudou o governo federal a estruturar o consórcio Norte Energia formado por diversas empresas que não teriam capacidade para o empreendimento. Em virtude dessa ajuda, que constituiu uma fraude, Delfim Netto foi agraciado com o direcionamento das vantagens indevidas que Palocci tinha pedido para o PT e o PMDB — disse o procurador da Lava Jato, Athayde Ribeiro Costa.

O esquema identificado até agora teria rendido R$ 15 milhões em propinas para os envolvidos, mas o Ministério Público Federal rastreou até o momento R$ 4 milhões, pagos em espécie e em depósitos para empresas de Delfim Netto ou de seu sobrinho, Luiz Appolonio Neto.

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