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Como Jair Bolsonaro pretende gastar dinheiro dos impostos do CIDADÃO POBRE?



O pré-candidato Jair Bolsonaro afirmou em entrevista recente que quando um casal está prestes a ter um filho, eles já pensam no Estado, em serviços como creches, escolas, como se isso não fosse justo. No vídeo ao final da matéria, Bolsonaro parece ignorar que isto é o mínimo que o Estado deve devolver ao cidadão pagador de impostos.

Bolsonaro sobrevive graças ao dinheiro do contribuinte desde os 18 anos, quando ingressou no serviço militar. Ao deixar o Exército em 1988, já na reserva, Bolsonaro ingressou imediatamente na vida pública elegendo-se vereador da cidade do Rio de Janeiro. Na época, declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior no Rio. Desde então, o patrimônio de Bolsonaro cresceu consideravelmente.

Os custos de juízes, procuradores da República e de políticos para o contribuinte é extremamente elevado. Salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.416,80 a R$ 45.240,67 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos. Esses são os principais benefícios de um deputado federal brasileiro, que somam R$ 168,6 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês. Ou R$ 1 bilhão por ano.

Um outro recurso legal, porém repudiado pela sociedade, é o famigerado auxílio-moradia de mais de 4 mil reais. Alguns parlamentares se recusam a morar nos apartamentos funcionais apenas para embolsarem o benefício. Há mais de 84 apartamentos funcionais vazios na capital federal e o contribuinte é duplamente prejudicado com a manobra de alguns deputados. Mesmo desocupados, os apartamentos funcionais continuam dando despesas ao contribuinte, que ainda tem que arcar com o auxílio-moradia para parlamentares que moram em seus imóveis próprios. Só com a manutenção, nos últimos quatro anos a Câmara gastou R$ 9,5 milhões com a manutenção dos 18 prédios que mantém em Brasília e mais de R$ 4 milhões em auxílio-moradia para deputados, mesmo com 84 apartamentos funcionais vazios.

A questão não envolve a legalidade, mas a ética. Há poucos meses, o juiz Carlos Roberto Gomes de Oliveira Paula, do Maranhão, abriu mão do auxílio-moradia, como também fez questão de devolver aos cofres públicos o que havia recebido nos últimos meses. O juiz afirmou abriu mão do privilégio por se sentir constrangido diante da realidade do país e autorizou o desconto de até 4% em seu salário para devolver o dinheiro que recebeu do contribuinte.

O Estado não produz um cotonete. O estado não gera riqueza. Apenas administra tudo aquilo que tira do cidadão, através dos impostos. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a carga tributária que incide sobre os mais pobres. consumindo até 54% dos rendimentos daqueles que ganham até dois salários mínimos. Isto significa que um cidadão que sai de casa com R$ 100,00 para fazer suas compras, volta com apenas R$ 46,00 em produtos, em média. Os outros R$ 54,00 reais vão para o Estado.

A União gasta 93% de tudo que arrecada para pagar a Previdência e o funcionalismo público. Mesmo diante desta tragédia, centenas de parlamentares foram contra a proposta de regime único para a Previdência, que previa que os servidores teriam direito a receber apenas o mesmo teto que um trabalhador da iniciativa privada, no valor de R$ 5.300,00. A proposta foi derrotada e a elite do funcionalismo público continuará recebendo benefícios acima de R$ 30 mil e se aposentando com 55 anos. Tudo pago pelo contribuinte, inclusive aqueles que vivem de esmolas nas ruas. É o regime de transferência inversa de renda mais perverso do mundo, no qual milhões de trabalhadores bancam aquele 1% dos mais ricos do país.

Mesmo diante desta realidade, alguns políticos ainda veem com reserva o direito do cidadão de ter ao menos uma pequena parte de seu dinheiro ser devolvido sob a forma de serviços como educação, saúde e creches para seus filhos. Alguns políticos fingem ignorar que o dinheiro que entra nos cofres públicos é fruto do suor do trabalhador e querem tudo para eles. Durante reunião com empresários do setor do agronegócio no Mato Grosso do Sul no mês de Fevereiro, o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro reclamou da falta de recursos nos cofres públicos para reduzir impostos e ajudar a iniciativa privada, mas não falou em abrir mão de privilégios ou reduzir seus gastos de gabinete, com passagens aéreas, aluguel de carros, remessas postais e auxílio-moradia, etc.

O pré-candidato, que tem seus rendimentos, benefícios e privilégios provenientes do dinheiro do contribuinte desde os 18 anos, criticou investimentos essenciais ao bem estar do cidadão POBRE, como creches, escolas e cotas em faculdades públicas. O próprio Bolsonaro votou contra um projeto que previa cobrar mensalidades de alunos filhos de famílias ricas em universidades públicas.  Questionar a obrigação do Estado de devolver ao contribuinte ao menos uma migalha daquilo que ele tem direito é um contra senso de Justiça enorme, pois todo o dinheiro que entra no caixa da União, inclusive o que é consumido por políticos e com benefícios subsidiados a empresários, sai é do bolso do povo.

No vídeo abaixo, um raciocínio completo do pré-candidato sobre o assunto. Este é apenas o trecho que importa, pois as palavras saíram da boca do próprio parlamentar. É um raciocínio completo, sem edição e inserido em meio a promessas a empresários do agronegócio. Bolsonaro pode dizer que não quis dizer o que disse, mas disse, como pode ser verificado.

De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal de 1988: " A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho" É obrigação do Estado prover tais serviços, pois se trata de devolver parte daquilo que arrecada para da sociedade para a sociedade, em forma de serviços dignos e de qualidade. Bolsonaro parece não concordar com esta regra clara e precariamente cumprida pelo Estado no vídeo abaixo.





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