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Cármen Lúcia joga responsabilidade sobre habeas corpus de Lula para o ministro Edson Fachin. Não aguentou a pressão do PT?



O GLOBO informou que "A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse nesta quarta-feira que o habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar sua prisão não depende de decisão dela para ser analisado no plenário da corte. Em outras palavras, basta o relator do caso, ministro Edson Fachin, levá-lo diretamente a julgamento no plenário. A questão é que Fachin já disse que ele também não fará isso e vai esperar que Cármen Lúcia marque a data de julgamento. Assim, um ministro joga para o outro a tarefa de pautar o habeas corpus".

No início do ano, Cármen Lúcia afirmou que qualquer iniciativa no sentido de dar um tratamento especial para o caso do ex-presidente Lula significaria 'apequenar' o STF. Esta semana, ao ser indagada sobre a pressão sofrida por emissários de Lula para que pautasse o julgamento do habeas corpus do petista, a presidente do STF afirmou que não se costuma se submeter à pressões.

Mas ao que tudo indica, Cármen Lúcia preferiu apontar para um caminho alternativo, após tanta pressão. Segundo O GLOBO "As declarações de Cármen Lúcia foram feitas em encontro com parlamentares de 13 partidos na noite desta quarta-feira. Eles pediram que tanto o habeas corpus como duas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) que tratam da prisão após condenação em segunda instância sejam pautados. No caso dessas duas ações, que dependem apenas da vontade Cármen Lúcia, a presidente do STF disse aos parlamentares que não vai levá-las a julgamento.

Entretanto, Cármen Lúcia informou ao grupo de deputados que o julgamento do recurso para evitar que ex-presidente Lula seja preso independe da pauta da Corte, definida por ela até o mês de abril, e pode ser apresentado por outro ministro do STF.

— A ministra foi muito tranquila em afirmar que para que esse habeas corpus seja pautado basta que o ministro relator o leve à pauta, o leve à mesa — comemorou o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS)"

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