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Cármen Lúcia assume bloqueio de decisão que poderia livrar Lula da prisão



A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, assumiu que não permitirá que a discussão sobre prisões após condenações em segunda instância seja retomada 'tão cedo" no STF. Inflexível e determinada a cumprir sua palavra de impedir que o Supremo se 'apequene' diante da questão que poderia livrar o ex-presidente Lula da prisão, Cármen Lúcia não se intimidou com a pressão de alguns de seus colegas, de advogados e subordinados de Lula ao longo dos últimos dias.

Cármen Lúcia assumiu que não vai arredar o pé de sua decisão ao afirmar em entrevista exibida nesta segunda-feira (19) pelo Jornal das Dez, da GloboNews, que não vê "nenhuma razão" para a Corte voltar a julgar a prisão após segunda instância.

"A decisão foi tomada em 2016 e tem repercussão geral. [...] Não há nenhuma razão para que a matéria volte agora [à pauta] abstratamente, para levar à mudança da jurisprudência ou à mudança desse entendimento. Por isso é que, tendo a pauta, não cedo a que isto venha a acontecer porque não há razões para isso", afirmou Cármen Lúcia durante entrevista ao jornalista Heraldo Pereira.

Na prática, Cármen Lúcia jogou uma pá de cal sobre o assunto que tem mobilizado o ex-presidente Lula e o PT desde o dia 24 de Janeiro, quando o petista teve sua condenação confirmada pelo TRF-$. Uma das ações em análise no STF sobre prisão após condenação em segunda instância é relacionada ao petista, condenado a 12 anos e 1 mês pela segunda instância da Justiça responsável pela Lava Jato.

Cármen Lúcia conta com o apoio da sociedade e de figuras ilustre no combate à corrupção e impunidade no país, como o juiz Sérgio Moro. Durante a entrevista, a presidente do STF afirmou que  a matéria também não entrará na pauta 'tão cedo'.

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