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Associação de juízes anuncia greve contra o fim do vergonhoso auxílio-moradia



Contrariando os interesses da sociedade, que padece pagando os impostos mais altos do mundo, uma parcela significativa dos juízes federais brasileiros decidiram que vão fazer uma paralisação no dia 15 de março em protesto pela manutenção de privilégios e benefícios vergonhosos concedidos à classe, como auxílio-moradia, que já drenou mais de R$ 5 bilhões do dinheiro do contribuinte desde 2014.

Os magistrados, que já recebem salários bem acima de R$ 30 mil, não querem abrir mão do auxílio-moradia no valor de  R$ 4.378 por mês mesmo para aqueles que possuem residência própria nos locais em que atuam. Mais de 18 mil membros do Judiciário e Operação Lava Jato recebem o vergonhoso penduricalho. Em nota vergonhosa, a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) usou a Operação Lava Jato para dizer que os ataques aos vergonhosos privilégios dos magistrados seriam uma maneira de "punir a Justiça Federal". A questão do auxílio-moradia será discutida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 22 de março.

A paralisação foi decidida após consulta aos membros da Ajufe. "A indignação contra o tratamento dispensado à Justiça Federal se materializou", disse a instituição por meio de nota assinada pelo presidente Roberto Veloso.

"Essa perseguição à magistratura federal é similar à que ocorreu depois da Operação Mãos Limpas, na Itália dos anos de 1990, quando, para enfraquecer o combate à corrupção, várias medidas foram aprovadas como punição aos juízes",  "Os juízes federais não irão aceitar um tratamento discriminatório", diz a nota.

O vergonhoso auxílio-moradia foi fruto de um acordo da ex-presidente Dilma Rousseff com setores do Judiciário. Em 2014, o ministro Luiz Fux estendeu pagamento de auxílio-moradia para juízes da Justiça do Trabalho e Militar.

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