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Assassinato da vereadora Marielle Franco no Rio reforça necessidade da intervenção federal no Estado



Ao contrário do que pretende o PSOL, artistas e ativistas de esquerda, policiais ligados ao crime organizado e os bandidos do Rio, o assassinato da vereadora Marielle Franco reforça ainda mais a necessidade da intervenção federal no Rio de Janeiro.

O Estado é dominado por políticos corruptos, empresários, traficantes, milícias e facções criminosas que contam com suporte da banda podre das forças policiais, como vem sendo revelado ao longo dos últimos anos.

O assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes é um crime de difícil solução justamente pelo fato de grupos teoricamente tão diversos compartilharem interesses comuns: o dinheiro do tráfico de drogas. Ninguém sabem ao certo quem é quem quando se trata de crime organizado no Rio, onde apenas 20% dos homicídios são solucionados.

Ninguém sabe precisar ao certo os motivos pelos quais pessoas acima de qualquer suspeita são executadas diariamente no estado, inclusive policiais e ex-policiais. O fato que que o crime organizado no Rio de Janeiro está institucionalizado e a atividade criminosa envolve atores não apenas nos morros ou áreas críticas, mas também muita gente de terno em gabinetes, homens fardados e pessoas do 'asfalto'.

Não é por acaso que as balas que mataram Marielle Franco e Anderson Gomes foram compradas com o dinheiro do contribuinte pela Polícia Federal e desviadas por um escrivão para facções criminosas do Rio e São Paulo.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que os assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes não podem fazer parte dos crimes sem respostas.

“É o assassinato de uma líder política, de uma defensora de direitos fundamentais. É assim que esse fato precisava ser visto, no contexto do que ele representa não só pra vida humana, pra vida de duas famílias, porque Marielle faleceu ao lado do seu motorista, mas também no contexto da vida política do Rio de Janeiro e do nosso país”, disse Raquel Dodge em visita ao Rio.

Mas o que dizer de milhares de inocentes assassinados todos os anos no estado? Pessoas perdem a vida por estarem "no lugar errado e na hora errada", o que quer dizer, nas vias públicas indo ou voltando do trabalho.

Há um ditado no Rio que diz que "Criou? Agora cuida!" em referência à tolerância de certos batalhões em relação à atuação de facções criminosas no Estado. Obviamente, os policiais conhecem os riscos da profissão quando optam pela carreira, mas o fato é que muitos são mortos justamente pela negligência e cumplicidade de parte da própria polícia. 20% dos denunciados por crime organizado ao Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), são policiais ou ex-policiais.

Embora não seja o estado mais violento do país, a situação no Rio é calamitosa justamente por causa  do enraizamento da cultura da criminalidade. A população do estado passou a ver com naturalidade situações em que policiais são desmascarados por seu envolvimento com traficantes, quadrilhas de roubos de cargas e milícias. O Crime no Rio é a Lei e somente a intervenção federal poderá minimizar os efeitos de décadas de cultura do crime.

No mesmo dia do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o PSOL havia entrado com um recurso no Supremo Tribunal Federal pedindo para que fosse suspensa a intervenção federal no Rio. Isto significaria devolver todas as atribuições da Segurança Pública no estado aos mesmos civis de sempre. Antes, até vereadores indicavam comandantes de batalhões da PM no estado. Todos foram afastados por determinação do interventor, o general Braga Netto. 

"Se o general recuperar as estruturas internas, os agentes que provocam a insegurança ficarão limitados ao ambiente externo.

O problema do Rio não são os bandidos. O problema do Rio são os mocinhos. Se ele recuperar o quadro de mocinhos, ele pode dar uma atenção real ao quadro de bandidos" observou Hélio Luz,  ex-chefe da Polícia Civil no Rio.

No documentário "Notícias de Uma Guerra Particular", Hélio Luz descreve a polícia que foi "criada para ser violenta e corrupta" e para "garantir uma sociedade injusta".

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