linkaki

Após mais de um ano de investigação, Fachin prorroga prazo e dá mais 60 dias para que a PF apresente provas contra Temer



Ao incluir o nome do presidente Michel Temer em inquérito da Polícia Federal que investiga delações da Odebrecht na Lava Jato, os ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin prorrogou mais uma vez o prazo concedido para que a Polícia Federal conclua o inquérito. A investigação, que já dura mais de um ano, apura supostos repasses feitos ao MDB em 2014.

Embora o empresário Marcelo Odebrecht tenha negado ter tratado de qualquer repasse de propina ao então vice-presidente, a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, pediu que Fachin determinasse a inclusão de Temer no inquérito.

Relator da Lava Jato no Supremo, Fachin acolheu o pedido da PGR e autorizou a inclusão do nome de Temer  "como investigado nestes autos de Inquérito, sem prejuízo algum das investigações até então realizadas e daquelas que se encontram em curso", escreveu o ministro no despacho.

Fachin também autorizou a prorrogação do prazo para a Polícia Federal fazer as diligências do caso. Agora, os investigadores terão mais 60 dias para concluir o inquérito. O ministro Fachin destaca que a investigação aponta supostos fatos no sentido de que integrantes do grupo político liderado por Temer, Padilha e Moreira Franco teriam recebido propina da Odebrecht em 2014 “como contrapartida ao atendimento de interesses deste grupo pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República”. Apesar de ter incluído um presidente da República em exercício em um inquérito em curso no STF, Fachin ressaltou que a investigação “não implica, por evidente, nesse passo, qualquer responsabilização do investigado”.

Para Fachin, “tal contexto há de ser posto à prova” num prazo de 60 dias. Apesar da investigação já se estender por mais de um ano sem que nada se tenha se conseguido provar de concreto contra os investigados, a quebra do sigilo de alguns envolvidos pode ajudar a na obtenção das provas exigidas por Fachin. Caso nada seja comprovado, o inquérito deve ser arquivado nos próximos 60 dias. A Polícia Federal dispõe de recursos e agora o acesso a movimentação financeira dos investigados. A sociedade espera que a situação seja esclarecida, após uma investigação tão longa. 

Informe seu Email para receber notícias :