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Após Delfim Netto, Erenice Guerra deve ser o próximo alvo da Lava Jato. Ex-ministra de Dilma teria desviado R$ 45 milhões da usina de Belo Monte



Após a  Operação Operação Buona, a 49ª fase da Lava Jato, realizada nesta sexta-feira (9) que teve como alvo o ex-ministro Delfim Netto, a ex-ministra chefe da Casa Civil do Governo Dilma deve ser um dos próximos alvos da maior investigação sobre corrupção do mundo, baseada em Curitiba. A ex-ministra teria movimentado cerca de R$ 45 milhões desviados da usina de Belo Monte

Erenice  já vinha sendo investigada na Lava Jato por seu suposto envolvimento em esquemas de corrupção juntamente com mais dois ex-ministros dos governos petistas.  José Dirceu e Antonio Palocci, esta último preso em Curitiba. Paralelamente, Polícia Federal também investigava a participação dos dois em esquemas na área da energia elétrica.

O famoso "Esquema Erenice” movimentou R$ 45 milhões oriundos de Belo Monte para financiar campanhas eleitorais de Dilma em 2010 e 2014 não é recente e teria feito parte do conteúdo da delação do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS).

Delcídio disse a procuradores envolvidos na investigação que um “triunvirato” composto por Erenice Guerra, seu antecessor na Casa Civil, Antonio Palocci, e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau conseguiu movimentar R$ 25 bilhões por meio de contratos fraudulentos – dos quais cerca de R$ 45 milhões destinados às campanhas.

“A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014”, delatou Delcídio, referindo-se à coligação liderada por Dilma nas duas eleições. O documento com a colaboração premiada foi homologado no Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, a Lava Jato dependia de outras conexões mais robustas com os fatos, já que o próprio Palocci foi 'econômico' em descrever tais episódios.

O acesso dos peritos da Lava Jato no sistema My Web Day da Odebrecht tem permitido estabelecer uma série de conexões importantes. Foram justamente os dados obtidos a partir da perícia no sistema de propina da empreiteira que levaram à deflagração da Operação Operação Buona, que apontou que o o ex-ministro Delfim Netto teria embolsado até R$ 15 milhões no esquema em Belo Monte. A investigação envolvendo Delfim Netto ocorre desde 2016.

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