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Após chilique, Barroso pediu desculpas por ter protagonizado mais um barraco no Supremo



O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, se desculpou com os colegas da Corte, após protagonizar mais um barraco homérico com o colega Gilmar Mendes na sessão desta quarta-feira, 21.

Gilmar Mendes criticou o comportamento dos colegas em relação a determinados assuntos e disse que no STF estava se tornando uma prática mudar a jurisprudência de acordo com o interesse do magistrado e que "no Brasil estamos vivendo falsas questões". Barroso saiu completamente de si, entendendo que aquela era uma indireta em relação a a manobras sobre um julgamento a respeito do aborto.

Com os nervos  à flor da pele, Barroso não se incomodou com o fato da sessão estar sendo transmitida para todo o país e partiu para cima de Gilmar Mendes, protagonizando mais um barraco público contra o colega.

— Me deixa de fora do seu mal sentimento. Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mau com atraso e pitadas de psicopatia. Isso não tem nada a ver com o que está sendo julgado. É um absurdo, Vossa Excelência aqui fazer um comício, cheio de ofensas, grosserias. Vossa Excelência não consegue articular um argumento, fica procurando, já ofendeu a presidente, já ofendeu o ministro Fux, agora chegou a mim. A vida para Vossa Excelência é ofender as pessoas.(....) Vossa Excelência, sozinho, envergonha o tribunal. É muito ruim. É muito penoso para todos nós ter que conviver com Vossa Excelência aqui. Não tem ideia, não tem patriotismo, está sempre atrás de algum interesse que não é o da Justiça. É uma coisa horrorosa, uma vergonha, um constrangimento. É muito feio isso" disse Barroso visivelmente fora de seu controle emocional.

Logo após a sessão, veio a dura. Emparedado por alguns colegas logo após o barraco, Barroso, ainda nervoso e ruborizado, pediu desculpas aos ministros pela discussão. Diante do ar de reprovação no rosto dos colegas, Barroso disse de cabeça baixa “Lamento, lamento”, se desculpou o ex-advogado do terrorista Cesare Battisti que teria chegado ao STF por pressão de Sérgio Cabral sobre Dilma.

Barroso foi formalmente acusado por Gilmar Mendes de manter-se ligado ao seu ex-escritório de advocacia. No final da tarde, o ministro mandou carta para a presidente do STF, Cármen Lúcia, garantindo que já se desligou do referido escritório para evitar "conflito de interesses" apontado pelo colega durante o barraco.

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