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A vergonhosa classe política brasileira e o projeto de vereadores do Rio: salário de R$ 15 mil pelo resto da vida, mesmo após fim do mandato



O comportamento da classe política brasileira é típico. Em época de eleição, lançam mão de todos os recursos possíveis para se elegerem, mas logo que assumem seus cargos, sapateiam na cara da população Por pouco, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que daria direito aos vereadores concursados de acumularem o salário de parlamentar e o de servidor público. Segundo o G1,  o projeto de lei que previa ainda salário vitalício de R$ 15 mil líquidos aos vereadores, mesmo após o fim de seus mandatos.

O projeto só não foi aprovado na calada da noite pelo fato da imprensa ter revelado a manobra. O texto deveria ter sido votado em regime de urgência, mas na data programada, não houve quórum suficiente, pois muitos vereadores faltaram. A falta de planejamento permitiu que o  o projeto do vereador João Cabral (PMDB) acabou vazando para a imprensa e causou mal estar entre os vereadores, que acabaram rejeitando a proposta por unanimidade. Ninguém sabe como teriam votado os vereadores, caso a trama não tivesse sido denunciada pela imprensa

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC) rebateu as acusações de que teria apoiado o projeto de lei que previa salário vitalício a vereadores: “Assinar o projeto do vereador João Cabral não significa voto ou aprovação; só me transforma em coautor”., justificou o jovem parlamentar. O pai do vereador, o pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, recebe auxílio-moradia para morar em um apartamento de sua propriedade em Brasília. No caso, Bolsonaro recebe dinheiro do contribuinte para morar na própria casa. São as Leis aprovadas pelos políticos para 'legalizar' o uso vergonhoso do dinheiro do contribuinte. Várias autoridades do país tiveram a dignidade de abrir mão do privilégio descabido.

Segundo Carlos Bolsonaro, sua assinatura no projeto foi apenas de "apoiamento" e não de coautoridade, como informou no ofício encaminhado à época ao então presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o vereador Jorge Felipe, conforme documento assinado pelo próprio Carlos Bolsonaro reproduzido abaixo. Para o cidadão contribuinte, não há qualquer diferença entre apoiamento, autoria, ou coautoria.



Com informações do G1 (aqui) e Estadão (aqui)

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