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A prisão de Lula - Qual o motivo de tanto receio de alguns ministros do STF?



A pressão exercida por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal para que a Corte reavalie o entendimento que prevê a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância tem gerado uma série de debates no país. Curiosamente, todo este alvoroço na Corte teve início justamente no momento em que o ex-presidente Lula foi condenado pelo TRF-4, e este movimento levanta uma série de questionamentos. 

Desde o dia em que o petista teve sua condenação em segunda instância confirmada pelo Tribunal de Porto Alegre, o assanhamento de alguns ministros do STF para em relação ao caso chama a atenção da população. Inquietos, incomodados e apreensivos, certos membros do colegiado não conseguem esconder o desconforto com a situação.

Por mais que alguns tentem desvincular suas proposições do caso Lula, o fato é que até então, o assunto não era tão insistentemente debatido na Corte como nos últimos dias. Entre os raciocínios mais elementares, há a desconfiança de que alguns membros do Colegiado teriam 'rabo preso' com o ex-presidente e seu partido. Há inclusive discursos de subordinados de Lula que criticam a 'ingratidão' de alguns ministros colocados pelo PT no STF e que agora se recusam a 'quebrar o galho' do ex-presidente.

Embora não reste a menor dúvida de que todo este assanhamento de alguns ministro do STF para derrubar o entendimento de que condenados em segunda instância possam iniciar o cumprimento tenha relação direta com a situação de Lula, o lodo por trás de tanto alvoroço pode ser mais espesso. Não é novidade que centenas de poderosos presos no país atualmente e outros tantos que correm o risco de ir parar atrás das grades no futuro movimentam a indústria do direito no país. Não se sabe ao certo as conexões informais existentes entre ministros do STF e bancas de advogados com clientes na mesma situação de Lula. Neste caso, a insistência de alguns ministros em analisar logo o caso do petista pode significar apenas um pretexto para escancarar indefinidamente as celas da prisão para centenas ou milhares de criminosos poderosos de todo o país.

Aparentemente, a disposição da presidente do Supremo, a ministra Cármen Lúcia, é a de ignorar qualquer movimento no sentido de modificação do entendimento sobre a possibilidade de prisão imediata de condenados em segunda instância. 

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