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A política morre quando não se busca o diálogo. O povo brasileiro é escravo de políticos oportunistas, populistas e enganadores



Boa parte dos eleitores brasileiros está sendo tragada para um terreno árido e incapaz de frutificar: a anti-política. Fruto da cultura do quanto pior melhor, das oposições sistemáticas, quando até mesmo iniciativas que favorecem a sociedade são combatidas para evitar que os adversários obtenham dividendos políticos, a anti-política está nas campanhas eleitorais, nos discursos dos candidatos de nas manifestações de militantes e simpatizantes das redes sociais.

Há vários caminhos para o poder tidos como "democráticos", mas nem por isso, éticos. A técnica de dividir para conquistar, de eleger inimigos e pregar o ódio social fez parte da estratégia do PT para chegar ao poder no Brasil. Venceram a política através da anti-política social que dividiu o país ao longo de uma década e meia.

O que muitos não se deram conta é que os mesmos grupos que estiveram por trás da vitória da anti-política ao longo dos últimos anos continuam ativos e assanhados diante da possibilidade de retomada do poder central. A Democracia é exercida através do Voto, normalmente manifestado em decorrência das condições sociais, econômicas e culturais. Entretanto, o dever do governante e dos políticos, de modo geral, é o de contemplar a os interesses da sociedade como um todo, buscando alcançar o equilíbrio social, cultural e econômico através da POLÍTICA, de forma DEMOCRÁTICA.

Durante décadas, o PT seguiu à risca a fórmula da oposição sistemática aos governos, praticando a anti-política e votando contra projetos de interesse da nação. Autoproclamados detentores das soluções para todos os problemas do país, Lula e seus subordinados prometeram coisas que jamais seriam capazes de entregar à população, como o fim da pobreza, a revolução no ensino, o fim da violência, o fim da corrupção e outras soluções 'fáceis' para problemas crônicos.

Logo que chegaram ao poder, fizeram justamente o oposto de tudo aquilo que prometeram. Passaram a atender a interesses corporativos de servidores, membros do Judiciário e Ministério Público Federal, aumentando salários e ampliando privilégios vergonhosos como auxílio-moradia, aparelharam estatais, bancos públicos e universidades, aumentaram os gastos do dinheiro do contribuinte, o que significou uma fatia menor para investimentos em saúde, educação, etc. Na prática, manipularam a Democracia para promover a distribuição inversa de riquezas oriundas do esforço da sociedade. Colocaram em prática a anti-política social e elevaram os gastos públicos de forma desordenada apenas para manterem-se no poder.

Em 2010, a participação do gasto com servidores ativos e inativos da União, com o regime de aposentadoria dos trabalhadores do setor privado (INSS) e com o pagamento do Benefício na receita corrente líquida saltou de 56,8% para 77,5% em 2017 - aumento de 27,7 pontos percentuais no período. Isto significa que os governos do PT tiraram  27,7 % a mais do bolso do contribuinte, além daquilo que ele já pagava, para premiar a elite de servidores do país. A covardia em conceder privilégios e aumentos acimada inflação para que já recebe salários de mais de R$ 30 mil tinha um propósito: assegurar militância ativa e eterna para o partido.

Hoje no Brasil,  93% do total dos gastos da União são obrigatórios, o que significa que sobra apenas 7% para devolver ao contribuinte sob a forma de serviços, investimentos em infraestrutura e melhoria na qualidade do ensino, saúde e segurança pública. Não é preciso ser um bom matemático para entender que o governo não tem margem para reduzir impostos, tendo que gastar, obrigatoriamente, 93% do que arrecada com salários e privilégios vergonhosos. Teria que entrar nos míseros 7% que sobram para investimentos em serviços para a sociedade. Para se ter uma ideia, o percentual de gastos obrigatórios no Equador e no Peru, por exemplo, é de 49% e 53%, respectivamente. Enquanto no Brasil sobra apenas 7% do que a União arrecada para devolver ao cidadão em forma de serviços, nestes países, quase a metade do que arrecadam em impostos podem ser devolvidos ao contribuinte.

Os governos do PT aprofundaram a desigualdade entre o regime geral (INSS), que rege as regras do setor privado, e as normas do serviço público. Enquanto o aposentado pela iniciativa privada ganha, em média, cerca de R$ 1,2 mil, um servidor da União inativo (levando em consideração todos os poderes) recebe, também na média, R$ 9 mil, ou seja, sete vezes mais. Hoje, o INSS paga para o trabalhador de carteira assinada o benefício máximo de R$ 5.531 por mês. No funcionalismo, há carreiras com renda mensal de aposentadoria de até R$ 28,5 mil. O governo tentou estabelecer um regime ÚNICO para todos os brasileiros, no qual TODO CIDADÃO receberia um teto de R$ 5.531 por mês em aposentadorias futuras. Isto é DEMOCRACIA, já todos os cidadãos trabalhadores contribuem para a previdência. Não é justo que os que ganham menos sustentem a elite no topo da pirâmide.

Mas a anti-política prevaleceu novamente no Brasil no caso da reforma da Previdência e no corte de privilégios vergonhosos de políticos e servidores. Opositores, de olho em milhões de 'militantes' do serviço público engordados pelos governos do PT, sabotaram a reforma da Previdência e apoia a manutenção de privilégios vergonhosos como auxílio-moradia, gastos anuais de até R$ 100 mil com passagens aéreas, até R$ 50 mil com aluguel de carros e outras regalias bancadas com o dinheiro do povo.  Mesmo cientes de que a aceleração dos gastos com previdência e pessoal observadas nos anos de governos do PT tornam urgente a aprovação da reforma da Previdência para assegurar a sustentabilidade das contas públicas, opositores preferiram cair nos braços da elite de servidores e não aceitaram a criação de um regime ÚNICO para todos os brasileiros no INSS.

Na prática, o governo tentou equilibrar o jogo, tirando parte daquilo que os governos anteriores tiraram do povo para dar às elites do país para devolver ao povo numa futura reforma fiscal. Mas os anti-políticos do quanto pior melhor não deixaram.

Infelizmente, o Brasil continua sendo o país das galeras, do oba oba, dos eleitores provocadores que ignoram a própria consciência sobre o certo e o errado pare defenderem ídolos, à exemplo do que ocorreu com Lula, e fingem ignorar os perigos do populismo.

No passado, a anti-política se baseou no ódio às elites, aos empregadores e a classe média composta por BRASILEIROS. O PT se apropriou de bandeiras de grupos sociais e enganou a todos. No presente, a situação é ainda mais crítica. Há um movimentos disfarçados envolvendo preconceito contra raças, orientações sexuais e até mesmo a apropriação de bandeiras óbvias, como a PÁTRIA DE TODOS OS BRASILEIROS. A comodidade de certos eleitores chega às raias do absurdo, quando permitem que que se apropriem até mesmo da responsabilidade com suas famílias. Boa parte dos homens dignos da sociedade jamais confiariam os interesses de suas famílias nas mãos de políticos inescrupulosos. A FAMÍLIA é algo sagrado, dever de cada cidadão zelar pela sua. Não é uma peça de marketing. É como diz um cidadão indignado na Rede Social: "Da minha família, Cuido Eu!"

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