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A mentira dos políticos ao povo sobre a redução de impostos no Brasil



Sorria. Você e mais 200 milhões de brasileiros vão pagar cerca de R$ 2,4 trilhões em impostos ao governo, em 2018, segundo a Associação Comercial de São Paulo, que mantém o painel do "Impostômetro", uma ferramenta que contabiliza em tempo real o recolhimento de impostos do contribuinte.

Os brasileiros mais pobres são os que mais pagam impostos. Segundo levantamento do Ipea, famílias com renda de até dois salários mínimos pagam até 54% de impostos sobre o que consomem. Isto significa que se você é um dos mais de 120 milhões de brasileiros que se enquadram nesta faixa de renda, quando sai com R$  100,00 para fazer compras, volta para casa com apenas R$ 46,00 em produtos. Mais da metade fica com o Estado.

O fato é que o Brasil padece há décadas por causas tão óbvias, que é mesmo surpreendente que a maior parte da população ainda não tenha se dado conta sobre quem são os mais ricos do país que ficam com a maior parte do dinheiro arrecadado. Muitos imaginam que são os empresários poderosos, os donos das grandes fortunas, os banqueiros, etc. Não. Embora estes grupos sejam formados por pessoas muito ricas, eles não representam nem a metade dos abastados do país e não são eles que sugam todo o dinheiro do contribuinte. Pelo contrário, também contribuem com altas somas em impostos.

Quem consome 93% do dinheiro que a União arrecada são os as castas formadas por servidores, políticos, membros do Judiciário e do Ministério Público. Estes grupos, que compõem a parcela dos 1% mais ricos do país, se recusam a abrir mão dos privilégios vergonhosos, dos salários exorbitantes e das mordomias infindáveis, como o auxílio-moradia.

Incluindo as despesas com a Previdência, o Governo é obrigado a gastar 93% de todo o dinheiro que arrecada do contribuinte para bancar a farra acelerada pelos governos anteriores, que para atender a interesses corporativos, elevaram os salários destes grupos acima da média do trabalhador da iniciativa privada. De tudo que o povo paga em impostos, sobra apenas 7% para investimentos em saúde, educação, segurança, etc.

Não há margem para reduzir impostos, a não ser que o governo entre nos míseros 7% que restam do orçamento. Na verdade, os impostos são altos não por conta dos serviços prestados pelo Estado à sociedade, mas sim para garantir a vida boa mais de 1 milhão de ricos, entre os mais de 2 milhões de servidores públicos. Gente que tem tudo 'na faixa', como passagem de avião na primeira classe, refeições, moradia, gasolina, paletó, escola para si e para os filhos até 24 anos, férias de 60 dias, salários altíssimos e gratificações indecentes. Há casos no país em que juízes recebem contracheques de mais de R$ 100 mil. A maior parte das regalias aumentos abusivos de benefícios para políticos, servidores e membros do Judiciário foram criadas durante os governos do PT de Lula e Dilma.

O parasitismo de uma parcela da classe política em relação ao desequilíbrio da distribuição de riquezas oriundas do esforço do sociedade ficou claro no episódio da reforma da Previdência. Esta semana, juízes de todo o país prometem uma greve para garantir a manutenção do auxílio-moradia. Eles acham justo que o povo pague para que eles morem em suas próprias casas. No total, são cerca de 17 mil juízes, 18 mil procuradores da República e cerca de 11 deputados que recebem o auxílio-moradia, mesmo tendo casa própria nos locais em que atuam. Isto custou ao contribuinte mais de R$ 5 bilhões nos últimos anos.

No caso dos parlamentares, a situação é ainda mais vergonhosa. Mesmo com  84 apartamentos funcionais vazios na capital federal, a Câmara gasta mais de R$ 4 milhões por ano em auxílio-moradia, o que representa uma despesa dupla para o contribuinte. Só com a manutenção dos  84 apartamentos funcionais vazios, a Câmara gastou R$ 9,5 milhões nos últimos quatro anos. O que um parlamentar recebe de auxílio-moradia para morar em sua própria casa dá para comprar praticamente outro apartamento, para ele, ao longo de um mandato.

Estes são os verdadeiros sugadores do povo. Aqueles que drenam sem dó nem piedade o dinheiro do contribuinte. Aqueles que defendem privilégios de categorias, aqueles que foram contra o regime ÚNICO e igualitário na previdência para TODOS os Brasileiros. Os donos do dinheiro do contribuinte brasileiro formam uma oligarquia que não abre mão de privilégios e regalias vergonhosas, ditas 'legais'.

E foram justamente os políticos que agora buscam a eleição os criadores de todos os privilégios e penduricalhos que a atual administração tenta combater. 

Derrotado na reforma da Previdência, que previa igualar o teto dos benefícios para servidores e trabalhadores da iniciativa privada, o governo teve uma única vitória contra as regalias garantidas a servidores ao cortar o salário inicial de aprovados em concursos públicos de R$ 17 mil para R$ 5 mil. O governo foi claro ao demonstrar que os funcionários públicos recebem, em média, o triplo de um profissional do mercado privado em ocupações de níveis fundamental e médio. No caso de cargos de nível superior, a média é mais que o dobro.

Apenas esta medida deve representar uma economia de R$ 70 bilhões em dinheiro do contribuinte. Antes, um jovem recém formado com pouco mais de vinte anos de idade já ingressava no serviço público com um salário de  R$ 17 mil. Agora, levará ao menso 15 anos para alcançar esta remuneração.

Caso a reforma da Previdência tivesse sido aprovada, todos os brasileiros receberiam benefícios limitados ao teto de R$ 5.300,00, como já ocorre com trabalhadores da iniciativa privada. Mas parte dos deputados, juízes, procuradores da República militaram conta a igualdade para assegurarem benefícios de quase R$ 30 mil para suas categorias. Isto significa que vão tirar do bolso do contribuinte cerca de R$ 800 bilhões nos próximos anos. Como investir mais em saúde, educação ou reduzir impostos, se essa gente não deixa? Não abrem mão do dinheiro que foi tirado do povo através de Leis aprovadas por eles mesmos? Os canalhas estão nas Redes Sociais defendendo seus privilégios na maior cara de pau. Poucos juízes do Brasil tiveram a dignidade de abrir mão por conta própria de privilégios vergonhosos custeados pelo contribuinte, como o auxílio-moradia. Estes poucos merecem o aplauso do povo. O resto, pretende continuar mamando o máximo do dinheiro do contribuinte. Dos R$ 2.4 trilhões que o povo vai pagar em impostos este ano, os grupos mencionados acima vão ficar com R$ 2.23 TRILHÕES só para eles. São os deputados que recebem auxílio-moradia, que militaram contra a reforma da Previdência, os juízes e procuradores da República, ministros dos Tribunais, etc. Não são os empresários, os banqueiros e outros que eles tentam culpar pelas mazelas do país.

Nestas eleições, é importante que o eleitor tenha consciência sobre quais são as causas e quem são os patrocinadores do desequilíbrio da distribuição de riquezas do país. Aqueles candidatos que não se comprometerem a acabar com privilégios vergonhosos e combater as desigualdades no sistema previdenciário, não merecem a confiança do povo. Os que estão comprometidos com categorias e castas de privilegiados não poderão assumir estes compromissos publicamente. Quem defende que uns brasileiros são melhores que os outros não merece governar o país

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