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Vem ai a volta da inflação, dos juros altos, do imposto sindical e das boquinhas da esquerda



O Brasil está prestes a voltar a conviver com os velhos esquemas que perderam a vez na atual administração. Em época de eleição, os setores da economia afetados pelo controle dos gastos públicos e o fim das mamatas na administração pública estão se engalfinhando nos bastidores do processo eleitoral visando reassumir o protagonismo nas decisões do governo.

A imprensa é apenas a ponta de um esquema gigantesco formado por órfãos do dinheiro do contribuinte. A batalha para reassumir a influência no Palácio do Planalto é suja e deve perdurar até as eleições.

Desde o seu lançamento, o Rela já perdeu mais de 80% de seu valor, devido a inflação. Isto significa que o aumento do salário mínimo dos últimos anos é uma grande ilusão, pois serviu apenas para recompor porcamente o poder de consumo do trabalhador de baixa renda.

A inflação é a maior inimiga do trabalhador, mas faz a alegria dos mais ricos. A conta é bem simples. Uma pessoa que ganham mil reais vê seu poder de compra carcomido antecipadamente pela inflação. Quando seu salário é finalmente corrigido, as perdas já ocorreram, ele já pagou antecipadamente pelo que vai receber de reajuste, que vai ser igual para uma pessoa que recebe 10, 20 ou 30 mil reais. A diferença é que 10% de aumento sobre mil reais equivale a R$ 100,00. Já para quem ganha 30 mil reais, o aumento no contracheque é de R$ 3 mil. Se para o pobre, a reposição mal cobre os aumentos nos alimentos, transporte, etc, para os mais ricos, a inflação significa lucro.

Não é por acaso que muitos economistas defendem que 'um pouco de inflação é saudável'. O problema é que este pouco é saudável apenas para os mais ricos, para os bancos, para os rentistas que fizeram fortunas com a cultura de décadas de inflação, que é nada mais que um sistema de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. A inflação sempre foi o lubrificante da máquina pública que girava em favor das elites.

Logo, este período em que o trabalhador consegue voltar ao mercado de consumo vai acabar.

O que está em jogo no país é algo que vai muito além dos interesses dos poderosos pela volta da inflação e dos juros altos. A elite dominante está sendo duramente afetada pela determinação do atual governo em acabar com privilégios vergonhosos de servidores, em acabar com a desigualdade na Previdência através do regime único, e na disposição de enxugar a máquina pública.

A imposição do limite do teto dos gastos públicos é outra fonte de insatisfação de diversos setores das elites, da esquerda e dos meios de comunicação. Logo no início de 2017, o governo anunciou um corte R$ 42 bilhões em gastos públicos. É muito dinheiro que deixou de circular nos bolsos de gente poderosa. Como se não bastasse, o governo ainda devolveu ao trabalhador nada menos que R$ 44 bilhões dos fundos do  FGTS entre março e julho. O Governo liberou ainda R$ 16 bilhões do PIS/Pasep para idosos. Teve gente que não gostou nada disso.

Desde março, o governo se tornou alvo de ataques orquestrados por setores do Judiciário, representantes dos servidores, meios de comunicação, artistas, sindicatos e setores da esquerda que perderam o acesso ao dinheiro do contribuinte em várias frentes. O objetivo destes grupos era o de desgastar o governo ou até mesmo derrubá-lo para impedir a progressão da agenda econômica que pretendia acabar com privilégios, diminuir a desigualdade e colocar fim na cultura da sangria dos cofres públicos estabelecida pelos governos do PT de Lula e Dilma.

Muitos brasileiros se perguntam como é possível que ainda existam pessoas que defendam o ex-presidente Lula, um criminoso condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A resposta é bem simples: Lula matinha a torneira aberta para grupos organizados e setores estratégicos da economia. Bancos, rentistas, donoso de grandes fortunas, servidores, artistas, sindicatos e meios de comunicação prosperaram de forma extraordinária ao longo da última década e meia. Estes grupos não se conformaram com as mudanças de paradigmas promovidas pelo governo. Enquanto continuam atuando para desestabilizar o governo e impedir o avanço de medidas importantes para o país, estes mesmos grupos atuam em ritmo frenético para fechar acordos com pré-candidatos à Presidência da República. Embora impopular, graças as campanhas sistemáticas dos meios de comunicação para desmerecer as conquistas obtidas ao longo dos últimos meses, o governo já sinalizou que não irá apoiar qualquer candidato que não se comprometa a dar prosseguimento a atual política econômica.

Enquanto isso, muitos candidatos estão preferindo fechar com grupos poderosos e negociar a volta da inflação, o aumento dos juros, a volta dos contratos milionários com o dinheiro do contribuinte, a manutenção dos privilégios e dos salários altos do servidores, a volta do imposto sindical, das verbas generosas para os meios de comunicação, etc. Vale tudo para chegar ao poder. Inclusive trair o trabalhador.

Os meios de comunicação vão fazer de tudo para que o Brasil volte para as mãos dos mesmos grupos de sempre. Inclusive fechar com candidatos acima de qualquer suspeita que já tem até banqueiro com cargo garantido no Ministério da Fazenda. Não é por acaso que o banqueiro Paulo Guedes, que vendeu seu banco Pactual para André Esteves, do BTG, é um dos homens apontados como autor da candidatura do apresentador da Globo, Luciano Huck, Paulo Guedes é o futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro. A briga de fachada para decidir quem vai trazer o Brasil da inflação e da camaradagem de volta vai começar.

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