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Tucano Beto Richa é alvo da 48ª fase da Lava Jato. Governador do Paraná é o 'piloto' do banco de propina da Odebrecht



O governador do Paraná, governo Beto Richa (PSDB), está entre os alvos da 48ª fase da Operação Lava Jato deflagrada nesta quinta (22) em quatro estados. A Polícia Federal mira as operações sobre empresas de pedágio que integram o ‘Anel da Integração’ nas rodovias federais no estado. No momento, agentes cumprem mandados na sede do governo do Paraná.

Segundo a PF, operadores de concessionárias fizeram o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DER/PR – Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná e Casa Civil do Governo do Estado do Paraná.

O DER é órgão comandado pelo irmão do governador, o secretário de Infraestrutura Pepe Richa (PSDB) e a Casa Civil é terreno do deputado licenciado Valdir Rossoni (PSDB).

A ação tem por objeto a apuração, dentre outros, dos crimes de corrupção, fraude a licitações e lavagem de ativos.

Dentre os alvos da operação da lava jato estão Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, este último, ex-advogado da Odebrecht, recusado como testemunha de defesa do ex-presidente Lula.

Um dos delatores da Lava Jato confirmou pagamentos de propina ao tucano. “Esses pagamentos foram encaixados, foram planejados e executados dentro do nosso sistema “Drousys”, estruturado pelo setor de operações estruturais da Odebrecht. A gente adotou um codinome ‘piloto’ para esse pagamento, como uma menção ao doutor Beto Richa. E os pagamentos foram executados nas datas 09/09/14, R$ 500 mil, 18/09/14 R$ 1 milhão e 25/09/14 R$ 1 milhão. Foram autorizados R$ 4 milhões e foram realizados R$ 2,5 milhões.”

Durante a coletiva de imprensa relativa a 48ª fase da Operação Lava Jato, os membros do MPF descartaram o envolvimento de  Beto Richa nos crimes investigados até o momento. 

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