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Trump criou 2 milhões de empregos em 1 ano nos EUA sem recessão. Temer criou 1,8 milhão no Brasil em meio a pior recessão da história.



Analistas políticos criticam a falta de capacidade da equipe do presidente Michel Temer em divulgar os feitos extraordinários de seu governo ao longo do último ano. Enquanto o presidente americano Donald Trump é celebrado por criar  2 milhões de empregos em 1 ano nos EUA, o governo Temer conseguiu criar 1,8 milhão de ocupações nos últimos 12 meses, segundo a pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada hoje (31) pelo IBGE.

A diferença é que quando Trump assumiu a Presidência dos Estados Unidos, a economia americana não andava lá essas coisas, mas estava muito longe de uma recessão. Já o presidente Temer assumiu o comando do país irremediavelmente mergulhado na pior crise de sua história, com um déficit de quase 200 bilhões, mais de 300 mil empresas recém fechadas, 14 milhões de desempregados. Assim como Trump, Temer também assumiu um país dividido no campo político e ideológico,  Mas Temer tem sido mais ponderado que o colega americano e soube se esgueirar por estas dificuldades com diplomacia e elegância. Sem radicalizar e sem perder o foco com as críticas ferozes contra sua administração, Temer aprovou mais reformas difíceis que Trump e ainda sobreviveu a duas denúncias forjadas por criminosos que acabaram presos.

Setores da imprensa tentam atribuir os êxitos do Governo Temer ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mas o fato é que o ministro não é o responsável por todas as medidas de cortes de gastos e reformas aprovadas pelo governo no campo político. A atmosfera de confiança do mercado foi conquistada com muito sacrifício e pela determinação de Temer em avançar com projetos espinhosos, como a limitação do teto dos gastos públicos, a reforma trabalhista, e compromisso com a diminuição no rombo nas contas públicas, a insistência em aprovar a reforma da previdência e outros feitos fabulosos, cujos méritos são atribuídos única e exclusivamente ao presidente, segundo avaliação da maioria dos congressistas.

Já os setores da oposição tentam desmentir os números positivos da economia e na geração de empregos, mesmo havendo uma relação direta entre uma coisa e outra. O aumento do consumo é uma prova que os postos de trabalho foram efetivamente criados. Não fosse isso, o setor automotivo não teria apresentado aumento nas vendas na ordem de 26% no último ano. O mesmo vale para o setor de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, vestuários, serviços, supermercados, etc.

Entretanto, um dos feitos surpreendentes, segundo analistas de mercado, foi a redução dos juros e o controle da inflação. Temer assumiu o governo com juros e inflação na casa dos 14%. Em pouco mais de um ano, conseguiu reduzir os juros para 7%, com viés de baixa, e a inflação para menos de 3% no ano passado, bem abaixo da meta.

Empresários e investidores concordam que o governo tem surpreendido pela eficácia, mas fracassado ao divulgar conquistas recentes. Segundo analistas, estes setores lidam com números e a realidade dura do mercado. Se as coisas vão bem, investem, compram mais, vendem mais e contratam mais. Ninguém se importa com a imagem de políticos, mas lamentam que a imagem de Temer sido alvo de tanto desgaste. Há quase um consenso entre empresários e investidores de que o presidente é, de longe, mais qualificado e possui superioridade política que todos os pré-candidatos à Presidência postos até o momento pelos partidos. Segundo analistas, Temer é o maior constitucionalista vivo no Brasil, possui experiência política, foi presidente da Câmara dos Deputados por três vezes e ajudou a aprovar os projetos mais importantes para o país nos últimos 20 anos.

Mas nem todos os setores da economia funcionam com base em regras de mercado. Os meios de comunicação, setores do judiciário e da esquerda brasileira contribuíram negativamente para a recuperação da economia. Juntos, estes grupos não apenas sonegaram os avanos obtidos nos últimos meses, como se concentraram em debilitar a imagem do governo.

O mercado é mais pragmático neste sentido, diz um ex-analista da Eurasia Group. "Não há absolutamente nada relevante contra o presidente Michel Temer em termos jurídicos, apesar de sua longa carreira política. Embora denúncias de caráter político tenham servido para desestabilizar seu governo, e a economia do país, com o retardo da reforma da Previdência, o fato é que foram forjadas com o propósito de evitar os cortes de privilégios de servidores federais, sobretudo do executivo e do Judiciário. Advogado tarimbado, Temer demonstrou uma tranquilidade desconcertante diante dos membros do judiciário brasileiro, inclusive perante os ministros do Supremo. O mercado sabe ler tudo isso e é só isso que importa em termos imediatos. Não é por acaso que o governo tem conseguido superávits fantásticos na balança comercial. Será uma pena o Brasil descobrir tardiamente que teve um chefe do executivo com tantas qualidades", diz o executivo.

"Ninguém se deu conta, mas com o presidente Donald Trump, a economia americana cresceu apenas 0,8%, O crescimento em 2017 foi de 2,3% em relação a 2016, quando cresceu 1,5%. Já o presidente Michel Temer alavancou o crescimento do Brasil em 4.6%. Considerando estes números, o desempenho do presidente brasileiro foi 3.5 vezes melhor que o de Trump no mesmo período. O Brasil fechou 2016 com um PIB negativo de -3.6% e viu este saldo negativo sendo pulverizado ao longo de 2017, que fechou com um crescimento de 1%!. Para 2018, as projeções são de um crescimento de 3% para os dois países", se entusiasma o analista.

Se Temer é melhor que Trump, ainda é cedo para afirmar. O fato é que enquanto o presidente americano precisou descascar um ou dois pepinos, Temer tece que descascar toneladas de abacaxi, reconhece um investidor do ramo de shoppings centers, que cita as análises de mercado da consultoria imobiliária americana Cushman & Wakefield, que apontaram que o setor foi um dos primeiros a projetar recuperação de vendas no pós-crise.

Segundo o empresário, as vendas cresceram 6% no Natal do último ano em relação ao apurado em 2016, movimentando R$ 51,2 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), que realiza pesquisa junto a cerca de 150 empresas de varejo associadas à entidade. Não teria havido todo este crescimento sem que houvesse uma ampliação na criação de postos de trabalho. 1.8 milhão a mais de trabalhadores recebendo salários fez uma grande diferença, avalia.

Em 2017, foram inaugurados 12 shoppings, sendo cinco nas capitais e sete no interior, "evidenciando o processo de interiorização nos últimos anos", aponta a entidade. As novas aberturas geraram 20,6 mil empregos novos em 2017. "Na busca pela retomada do emprego, a indústria de shoppings mostra sua força", observa Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop)

É claro que toda recuperação da economia ocorre em meio a criação inicial de empregos informais. Embora este seja sintoma clássico observado em períodos pós-recessão, devido a insegurança do empresariado, é justamente este elemento que ajuda a alavancar a formalização de vagas, na medida em que a confiança na recuperação da economia vai se consolidando.

Neste aspecto, o governo Temer dá um show em muitos políticos. Sem se precipitar ou forçar a criação artificial de postos de trabalho, o governo atua estimulando a economia através de políticas transparentes e eficazes. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nada vai comprometer o crescimento do país este ano. Segundo Meirelles, a expectativa é que sejam gerados cerca de 2,5 milhões de empregos em 2018. Caso estas projeções se concretizem, é bem provável que o presidente Michel Temer supere seu colega americano na criação de empregos.

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