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Temer decide incluir o Coaf no combate ao crime organizado. Órgão rastreará o dinheiro do tráfico de drogas e de armas dentro e fora do Brasil



Como parte do esforço no combate ao crime organizado no Brasil e suas ramificações internacionais, o presidente Michel Temer incluiu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) na frente de combate ao crime organizado. O órgão, vinculado à Receita Federal e ao Ministério da Fazenda vai passar a rastrear as operações financeiras relacionadas ao tráfico de armas e drogas. O Coaf vai tentar rastrear o dinheiro ilegal que circula dentro e fora do Brasil.

A iniciativa do presidente parece óbvia e muitos brasileiros se questionam por qual razão outros governantes não fizeram isso antes. O presidente afirma que, neste esforço monumental de combate ao crime organizado, será preciso mobilizar todas as esferas institucionais para enfrentar a batalha contra os chefes de organizações criminosas e suas conexões internacionais, além de “revisitar” a política de segurança pública.

A inciativa visa somar mais um instrumento crucial no enfrentamento da estrutura criminosa que se alastrou pelo país, uma vez que a atribuição do Coaf já é identificar movimentações financeiras atípicas e informá-las à Polícia Federal e ao Ministério Público, responsáveis por investigar a origem dos recursos.

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, “O grupo que comanda as operações no Rio terá de colocar o Coaf para fazer a descrição da rota do dinheiro”. Haverá um incremento nas atividades de inteligência, como a criação de uma força-tarefa formada pela polícia e também pelos Ministérios da Justiça, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional, com participação do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública e do Judiciário.

“O importante é somar forças porque o cidadão precisa ter garantido o seu direito de ir e vir. Não pode ser coagido, ameaçado ou tirado de sua casa, de seu templo… Muitas áreas, hoje, estão sob controle do crime organizado. Não dá para ser assim”, disse o ministro, que ajudou o presidente Michel Temer a tirar o plano do papel.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o governo tem informações sobre todas as facções criminosas e o grau de corrupção que atinge a polícia no Rio. 

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