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Temer confirma que militares poderão partir para confronto com criminosos



O presidente Michel Temer acaba de confirmar que integrantes das Forças Armadas poderão eventualmente entrar em confronto com criminosos durante a intervenção federal no Rio de Janeiro. Embora prefira abordar o aspecto da inteligência e logística da intervenção, o presidente admitiu que os militares do Exército estão habilitados ao uso de força letal em caso de resistência de integrantes do crime organizado durante as intervenções em áreas dominadas por facções criminosas. O presidente concedeu uma entrevista ao jornalista José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes.

O presidente, considerado a maior autoridade do país em direito constitucional do país, assegurou que os militares envolvidos em confrontos com criminosos estarão resguardados de processos na Justiça civil e livres de julgamentos em tribunais de Juri civil.

“Não sei se vai haver confronto entre militar, isso o momento lá é que vai dizer. Mas se houver confronto entre marginal, bandido armado, que sai dando tiro em um militar, é claro que ele não vai se deixar matar, deixar a segurança ficar absolutamente impune, não vai. Nós esperamos que não aconteça. Se for necessário, é partir para o confronto.”, observou o presidente.

Temer também assumiu total responsabilidade sobre a intervenção e afirmou que se algo não der certo, a responsabilidade é sua, como Comandante Supremo das Forças Armadas, e não dos militares que estão sob seu comando. Temer informou ter sido o primeiro presidente da história do país a participar de uma reunião do Conselho Militar de Defesa em Brasília e disse que ouviu da cúpula das Forças Armadas que a intervenção no Rio vai dar certo.

“Porque o comandante supremo das Forças Armadas é o presidente da República. Então o que as Foças Armadas nada mais fizeram foi responder ao comando do seu comandante supremo.”, assumiu Temer.

Temer confirmou que o Ministério Extraordinário de Segurança Pública terá como função principal levar intervenções federais a outros estados. O ministério concentrará as informações dos órgãos de inteligência nos estados. Segundo Temer, não basta colocar militares nas ruas. É preciso contar com os serviços de inteligência.

Obviamente, integrantes das facções criminosas se sentirão desencorajados a enfrentarem tropas militares em vantagem considerável em número de homens. Este tipo de ação é praticamente uma garantia de ausência de confrontos violentos. Os cercos estão sendo planejados de modo a inviabilizar qualquer reação por parte do crime organizado. 

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