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Temer avisa Maduro que o Brasil não permitirá invasão na Guiana e diz que qualquer ameaça é inaceitável



O presidente Michel Temer engrossou o tom contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e avisou que o Brasil não aceitará qualquer forma de ameaça contra a vizinha Guiana. Temer já se reuniu com o Presidente da Guiana, David Granger, que queixou-se da animosidade da Venezuela de Maduro. O presidente brasileiro também tratou do assunto com o presidente americano Donald Trump em sua última visita a Washington.

Temer já enviou ministros de estado para a região para acompanhar as tensões. Nesta sexta-feira, de passagem por Georgetown, capital da Guiana, o ministro Raul Jungmann (Defesa) fez uma dura declaração sobre o acirramento do conflito provocado pela pretensão da Venezuela de anexar ao seu mapa a região de Essequibo, que corresponde a dois terços do território da Guiana —algo como 159.000 km².

Disse Jungmann: “Não se pode admitir, para o equilíbrio da região, qualquer saída pela força. O Brasil não aceita essa possibilidade e isso vale não só para esse dissenso, como para qualquer outro, pois esse é um princípio constitucional de nosso país.”

“O dissenso do Essequibo diz respeito à Venezuela e à Guiana”, declarou o ministro da Defesa, “Mas o Brasil, que possui uma das maiores fronteiras do mundo, construiu seus limites sempre por vias diplomáticas, ou recorrendo ao arbitramento, deixa sua história como um legado de que a solução pacífica para os litígios de fronteiras é fundamental para a estabilidade da região”.

Jungmann foi a Georgetown acompanhado de outros dois ministros: Torquato Jardim (Justiça) e Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional da Presidência). Por ironia, os três passaram, antes, por Roraima. Ali, testemunharam o drama humanitário dos venezuelanos que cruzam para o lado brasileiro da fronteira, fugindo do caos.

Temer já manifestou claramente que o Brasil vai interferir no conflito entre Venezuela e Guiana  e aponta que o governo está disposto a mudar o rumo da política externa do país, que até o momento tem buscado o diálogo entre seus vizinhos. Os membros da cúpula das Forças Armadas já traçam estratégias e avaliam a mobilização de tropas para a região, caso Maduro insista em agredir a Guiana.

O presidente Michel Temer criticou nesta sexta-feira (9) o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e disse que o Brasil e o país vizinho passam por um embate diplomático.


Um dos sinas de que Temer já abandonou a diplomacia está na entrevista que concedeu nesta sexta-feira à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, quando disse não concordar com o regime venezuelano e afirmou que ele é responsável pelo grande número de refugiados.

"A Venezuela não foi admitida no Mercosul (sic) exatamente em face do que está ocorrendo por lá", disse, em alusão à decisão dos demais países-membros do bloco de afastar Caracas.

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