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Sérgio Moro aponta para nova queima de arquivo no assassinato de de Roberto do PT, delator de desvios na Petrobras



O juiz Sergio Moro determinou o aprofundamento nas investigações sobre o assassinato do ex-vice-prefeito José Roberto Soares Vieira, o Roberto do PT, ocorrido na Bahia no dia  17 de janeiro. A suspeita é a de que tenha ocorrido mais uma queima de arquivo no caso, pois Roberto do PT havia delatado um esquema de corrupção na Petrobras.

Segundo a Veja, o petista esboçava sinais de que já temia por sua vida nos últimos meses. "No começo deste ano, ele vendeu a casa, num condomínio de alto padrão em Camaçari, na região metropolitana de Salvador. Passou a evitar atender ligações de números desconhecidos, afastou-se de colegas e raramente andava sozinho na rua. Contratou um motorista particular, que fazia as vezes de segurança, e procurou uma concessionária para mudar de carro. Aos vendedores, disse que queria trocar ou blindar seu Land Rover Discovery 4. Enquanto aguardava o orçamento, deixou o veículo na loja e alugou um Gol. Na manhã de 17 de janeiro, logo depois de sair da concessionária, Roberto do PT, como era conhecido o empresário baiano, visitou uma segunda loja de automóveis antes de percorrer 32 quilômetros até o trabalho. Eram os seus últimos minutos de vida"

O petista foi morto com nove tiros na porta da sua empresa por um homem em uma motocicleta. Roberto do PT  era testemunha de um braço de um caso investigado pela Operação Lava Jato envolvendo desvios na Petrobras pelo PT da Bahia.

O caso teria passado despercebido pelas autoridades locais, mas o juiz Sergio Moro percebeu a possibilidade do assassinato de Roberto do PT ter sido na verdade mais um caso de queima de arquivo envolvendo membros do partido. Em despacho em que solicitou o aprofundamento das investigações, Moro alertou que“Não se pode excluir a possibilidade de que o homicídio esteja relacionado a esta ação penal, já que, na fase de investigação, o referido acusado aparentemente confessou seus crimes e revelou crimes de outros”, destacou o magistrado, em referência aos crimes envolvendo outros integrantes do PT.

Este seria o primeiro assassinato relacionado com a Operação Lava Jato. O delegado que acompanha o caso, não tem dúvidas: “Temos a certeza de que esse crime está ligado à Lava Jato. É a primeira execução de um delator do maior escândalo de corrupção da história do país.”

Com informações da Veja.

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