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Sem Lula no palanque, Renan Calheiros pode enfrentar sérias dificuldades em se reeleger para o senado



A tentativa de nacionalizar a disputa ao Senado em Alagoas nas próximas eleições majoritárias de 2018 pode se revelar uma estratégia arriscada, tendo em vista a perspectiva de prisão do ex-presidente Lula bem antes do início da campanha.

Com base em pesquisas prematuras, Renan optou por tentar atrelar sua imagem à do ex-presidente, condenado a uma pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A sentença foi confirmada no dia 24 de janeiro pelos três desembargadores da 8;ª Turma do Tribunal Regional da 4.ª Região de Porto Alegre.

Renan não esperava que a situação de Lula se deteriorasse tão rapidamente quando lançou-se na aventura de consignar sua campanha ao bom desempenho do ex-presidente auferido em meados de 2017 em Alagoas. Naquele cenário, a candidatura de Lula à Presidência em 2018 era dada como certa. Este pode ter sido o erro fatal de Renana em sua estratégia para buscar a reeleição ao Senado em 2018. De lá para cá, a preferência dos alagoanos por Lula desabou, Lula está tecnicamente fora da eleição e com os dois pés na prisão.

Órfão de uma grande liderança, Renan enfrentará os palanques sozinho e carregando consigo a carga por ter tentado vincular sua candidatura à imagem de um criminoso condenado. Com Lula na prisão, a situação do peemedebista, réu em mais de dez ações no STF, tende a se complicar ainda mais perante o eleitorado. Uma derrota neste caso pode significar a prisão de Renan, que pode se juntar a Lula e Eduardo Cunha no presídio do Complexo Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. Investigado na Lava Jato, os processos de Renan no STF devem ser encaminhados ao juiz federal Sérgio Moro, caso ele não consiga se reeleger e manter o foro privilegiado.  

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