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Quem fornece fotos, dados pessoais e intimidades ao Facebook não deve ter nenhum receio em ser identificado pelo Exército



Grupos ligados a defesa dos direitos humanos protestaram contra a iniciativa do Exército verificar RG, fotografar e cadastrar individualmente moradores de favelas do Rio em operação ao longo desta semana em diferentes pontos das favelas do Rio de Janeiro.

Mas as ações que mais chamaram a atenção da imprensa de grupos ligados a defesa dos direitos humanos foram as realizado nas comunidades da Vila Kennedy, Vila Aliança e Coreia, na Zona Oeste do Rio, nesta sexta-feira (23), quando militares das Forças Armadas tiraram fotos de moradores com seus documentos para coletar informações e identificar aqueles que tinham antecedentes criminais.

O chefe da comunicação social do Comando Militar do Leste, Carlos Frederico Cinelli, disse em entrevista que o procedimento já foi feito em outras ocasiões - sem especificar quais -, e que o método segue amparo do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinado pelo presidente Michel Temer em junho do ano passado.

Nas Redes Sociais, moradores das comunidades onde ocorreu o procedimento comentaram a iniciativa das forças de ocupação. Poucos se queixavam. A maioria defendia a iniciativa, afirmando que qualquer esforço para trazer tranquilidade aos moradores era válido. "Quem não deve, não Temer", brincou um jovem em seu perfil no Facebook. Outro comentário que gerou muitas interações foi o de uma jovem, que afirmou que se as pessoas entregam fotos, dados pessoais e informações sobre suas intimidades ao Mark Zuckerberg (o dono do Facebook), sem ele pedir, qual o problema em se identificar para os 'rapazes' do Exército?

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