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Profetas do caos decepcionados com êxito da intervenção no Rio e com chegada de reforço de Tropas Especiais da Marinha, Exército e Aeronáutica de todo país



A intervenção não vai dar certo, a intervenção não vai durar trinta dias, a intervenção tinha que ser assim ou assado ou a intervenção é para inglês ver. Estas foram apenas algumas das opiniões dos especialistas em Segurança Pública e os sabichões que dizem manjar de tudo sobre intervenção federal. Obviamente, todos viraram as suas expectativas de um fracasso da iniciativa logo na largada fracassarem.

A entrada da elite das Forças Armadas de todo o Brasil no jogo comprova que esta não é uma intervenção meia sola, como andaram dizendo. O recuo dos criminosos, as queimas de arquivos entre os chefes do crime organizado e a queda de traficantes de armas no exterior é apenas o começo do salseiro silencioso que está em curso.

Entre o aparato militar a disposição do interventor, o general Walter Souza Braga Netto, estão os melhores recursos de todas as Forças Armadas Brasileiras, e não apenas aqueles estacionados no Rio de Janeiro, sob o Comando Militar do Leste. O brigadeiro Nivaldo Rossato, comandante da Aeronáutica, confirmou ao Estadão que A FAB está pronta para participar das ações de intervenção. Além dos 36 Helicópteros Puma que chegaram ao estado esta semana, a Aeronáutica promete disponibilizar drones nas estradas e mobilizar sua infantaria nas ações em aeroportos. Toda a  estruturas da aviação será incorporada aos quadros do Exército e dos fuzileiros da Marinha.

Por falar nisso, os temidos "Fantasmas" já desembarcaram no Rio. O Batalhão de Forças Especiais do Exército, composto por mais de 2 mil homens, é uma divisão militar brasileira comparada aos mais temidos grupamentos militares do mundo. Os integrantes das Forças Especiais passam por um rígido processo de seleção no Forte Imbuí, em Niterói, antes de seguirem para um mínimo de cinco anos de preparação em Goiânia. Os fantasmas atuam em situações que incluem a guerra não-convencional, contra-terrorismo, reconhecimento militar e ação direta. As Operações Especiais têm sua definição ligada à proximidade com o gerenciamento de crises, como o resgate de reféns com ou sem explosivos, com a incursão em território inimigo, uso de armamento de ponta e táticas especiais para cada caso. Não raro, as operações especiais exigem uma combinação de capacitações específicas, armamentos e equipamentos especializados pouco comuns às forças convencionais.

Outra unidade que deve ser incorporada ao reforço da Segurança Pública é o O Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC)  uma unidade de Forças Especiais da Marinha do Brasil. Com doutrina semelhante a do US Navy Seals  e a do Special Boats Service britânico, a sua função é a de se infiltrar, sem ser percebida, em áreas litorâneas e ribeirinhas, e executar tarefas como reconhecimento, sabotagem e destruição de alvos de valor estratégico. Também são especialistas em guerra não convencional, o que caracteriza a sua doutrina de forças especiais. Barcos e botes da Marinha já navegam em pontos críticos da Baia de Guanabara, em Niterói e na área da Ilha do Governador, e em na região que cobre toda e extensão da Avenida Brasil.

Todo este aparato militar será empregado de forma meticulosa em missões amparadas em dados de inteligência de órgãos como a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Federal e inteligência das Forças Armadas. Para frustração de muitos, a expectativa de confrontos sangrentos com vítimas civis é muito baixa.

Além das ações de asfixia do crime organizado e a restauração da ordem pública, sobretudo em comunidades carentes, o resgate do direito do cidadão de ir e vir já é uma realidade. Receosos quanto às ações que estão por vir, os chefes das facções ordenaram seus comandados a abortar ações ousadas e estão até mesmo punindo criminosos que ousem interditar vias, roubar cargas ou efetuarem disparos em áreas críticas do Rio.

Parte da intervenção está sendo feita pelos próprios bandidos, comandantes e policiais envolvidos com o crime organizado, com uma onda de queima de arquivos envolvendo assassinatos de possíveis delatores. Comerciantes receptadores de cargas roubadas, pagadores de propina aos batalhões e os tradicionais interlocutores entre autoridades e o crime organizado são os principais alvos. Nos presídios, a situação não é diferente. Há vários presos com a cabeça pedida no Rio e em outros estados. Esta semana, três chefes do PCC foram eliminados. As facções criminosas estão sendo pressionadas a se livrarem de homens e provas que possam comprometer autoridades políticas e policiais. É a intervenção federal provocando o caos no crime organizado se um disparo. E houve quem dissesse que não ia durar trinta dias. Nem começou...

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