linkaki

Prestes a concluir ação do terreno do Instituto Lula, Moro avança sobre ação do sítio em Atibaia e determina nova perícia no sistema de propina da Odebrecht



O ex-presidente Lula já está devidamente 'encalacrado' no processo relativo ao sítio em Atibaia. Não é por acado que esta ação penal é a mais temida pelo petista, seus aliados e defensores. O conjunto de provas que apontam para a responsabilidade do petista em crimes graves contra os cofres públicos é irrefutável, robusto e embaraçoso. Ao ponto do juiz Sérgio Moro propor uma solução simples à defesa do petista: basta que comprovem, por meio de notas e documentos, todos os investimentos feitos em benefício do principal usufrutuário da propriedade rural.

Obviamente, a defesa de Lula não tem como fornecer notas, contratos e comprovantes de pagamentos por reformas, edificações e ampliações das instalações do sítio por uma razão muito simples: não foi o ex-presidente quem pago por nada. Nem mesmo os pedalinhos com os nomes dos netos, que mandou colocar no lago artificial.

Por outro lado, ex-amigos e cúmplices do ex-presidente, como os empreiteiros Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, da OAS e até mesmo seu ex-ministro Antonio Palocci, esclareceram ao juiz Sérgio Moro que as obras foram feitas como forma de compensar o ex-presidente por contratos superfaturados com a União. Em outras palavras, Lula recebeu propina em forma de obras realizadas e contratadas por beneficiários de esquemas de corrupção com o dinheiro do contribuinte.

Apesar do vasto arsenal de provas contra o ex-presidente já ser mais que suficiente para garantir uma condenação exemplar a Lula, o juiz Sérgio Moro determinou, nesta sexta-feira, que seja realizada nova perícia sobre sistemas de propina da Odebrecht, agora na ação do sítio de Atibaia. O Juiz estipulou ainda que análise seja 'finalizada no prazo máximo de trinta dias, contados do encaminhamento dos quesitos e da decisão à Polícia Federal'.

Desta vez, o magistrado ordenou que a PF faça uma varredura para ‘identificar e extrair eventuais lançamentos e documentos’ que tenham relação com as reformas do sítio, assim como foi feito em relação ao terreno de R$ 12 milhões onde funcionaria a nova sede do Instituto Lula. Embora o petista deva ser condenado primeiro nesta ação penal relativa ao recebimento de vantagens indevidas no caso do terreno, a condenação no caso do sítio em Atibaia deve render uma pena bem mais longa que a maioria dos processos que ainda correm contra o petista na Justiça. 

Informe seu Email para receber notícias :