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Porque os adoradores de Joesley e Janot tentam derrubar o diretor da PF Fernando Segóvia?



O delegado-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, tem sido duramente bombardeado por setores do Ministério Público Federal, da própria Polícia Federal e do Judiciário desde o dia em que foi nomeado pelo presidente Michel Temer, em novembro do ano passado.

Ao ser indagado sobre a nomeação de Segovia na ocasião, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), não escondeu seu descontentamento e se limitou a responder "desejo um bom trabalho". Fachin havia chegado sorridente ao elitista Graciosa Country Club, no Bacacheri, bairro de classe média da zona norte de Curitiba, mas modificou imediatamente o semblante e interrompeu a conversa cm jornalistas logo após ter sido indagado sobre o novo diretor da PF.

Pouco antes de partir para a Colômbia, onde passará uma temporada de seis meses, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot também aproveitou todas as oportunidades que teve para criticar diretor da PF e chegou a dizer que Segovia e Raquel Dodge formavam uma dupla escolhida para refrear a Lova Jato.

O procurador da República Deltan Dallagnol é outro que não perde uma única oportunidade de criticar o diretor da PF. Por meio de seus perfis em Redes Sociais como Twitter e Facebook, Dallagnol comenta e compartilha todas as notícias contrárias publicadas na imprensa contra Segovia.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é outro que está em fraca campanha para derrubar o diretor da PF. Esta semana, o senador entrou com uma ação na Justiça na qual pede a saída deSegovia do cargo. O pedido foi feito na 22ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF), por meio de uma ação popular. O processo já foi autuado, mas ainda não tem relatoria definida. Setores da PF também ameaçam acionar o Supremo Tribunal Federal contra Segovia.

A campanha que pede a cabeça de Segovia também tem apoio de setores da imprensa caracterizados pela mesma marca de todos os citados acima: entusiastas da conspiração criminosa engendrada na PGR por Janot com os criminosos da JBS. O próprio Fachin ignorou a Lei de delação premiada e homologou, a toque de caixa, o acordo de delação premiadíssima com o chefe de organização criminosa Joesley Batista. A Lei veta claramente a concessão de benefícios para este tipo de agente.

Cabe ao leitor escolher confiar em grupos que participaram ou foram simpáticos a uma conspiração criminosa para derrubar um governo ou acreditar que Segovia pode representar uma ameaça para a turma do "volta Dilma". São grupos alinhados com a linha da esquerda, do PT, contrários à reforma da Previdência e não se envergonham em vir a público defender privilégios indecentes que o governo quer cortar.


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