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Polícia Federal informa ser capaz de identificar quem destruiu arquivos no sistema de propinas da Odebrecht



A perícia da Polícia Federal confirmou que encontrou ‘evidências de destruição de dados’ nos sistemas de propinas da Odebrecht. O laudo foi entregue à Operação Lava Jato nesta sexta-feira, 23, após verificar 11 discos rígidos e dois pendrives.

Segundo o relatório da PF, houve destruição de dados ‘por volta de 22 de junho de 2015 às 14:13:39’. Em 19 de junho daquele ano, o empreiteiro Marcelo Odebrecht havia sido preso pela Lava Jato na Operação Erga Omnes. Nesta época, o responsável pela integridade dos discos era o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O relatório entregue ao juiz federal Sérgio Moro,  a PF afirmou que ‘foram identificados 842 arquivos que foram destruídos de forma deliberada. A técnica usada para destruir os arquivos foi bastante sofisticada e consistiu no emprego de um comando de informática, ‘cuja principal funcionalidade é sobrescrever arquivos com dados aleatórios, de modo a destruir o conteúdo dos arquivos, com objetivo de impedir a leitura dos dados previamente existentes ou recuperação por meio de ferramentas forenses’.

Autor da destruição dos arquivos pode ser identificado. No laudo, os peritos afirmam que existem ‘arquivos de histórico de conexões remotas, em data/hora próximo ao evento de destruição de dados, contendo registros de acesso oriundos’ com endereço IP.

“Cabe informar que eventual solicitação judicial pelos registros históricos de alocação de endereços IP nas datas e horários indicados, junto à operadora de telecomunicações, poderá indicar o responsável pelas conexões registradas e, por consequência, responsável pela destruição dos arquivos”, indica a Polícia Federal.

Com informações do Estadão

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