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PGR, STF e setores da imprensa derrubaram Segovia para garantir investigações contra Temer ou blindar os próprios órgãos, além de Joesley Batista e Rodrigo Janot?



Nestes tempos pós-conspiração envolvendo autoridades do Supremo Tribunal Federal, Procuradoria-Geral da República e os criminosos do Grupo JBS/Friboi, uma guerra declarada contra o ex-diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, levanta uma série de questões.

Fatos: setores da Polícia Federal, PGR e STF estiveram envolvidos até os ossos com os criminosos Joesley Batista e Ricardo Saud em uma malograda conspiração para derrubar o governo. As ações forjadas nas instalações da PGR com a participação do ex-procurador da República, Marcelo Miller, então braço direito do ex-PGR Rodrigo Janot para aprovar um acordo vergonhoso com os criminosos da JBS em tempo recorde ficaram evidentes no curso dos últimos meses.

O fato do ministro Edson Fachin ter homologado, também em tempo recorde, um acordo com um homem notadamente chefe de organização criminosa também é outro aspecto embaraçoso de todo este episódio. A Lei de delação premiada é bastante clara sobre a obrigação do Ministério Público de oferecer denúncia criminal se o colaborador for o líder da organização criminosa, o que não ocorreu no caso de Joesley Batista. Fachin, todos os ministros do STF e boa parte dos membros da PGR caíram em uma situação extremamente delicada neste episódio. Muitos fatos que ainda não foram esclarecidos e há pessoas que preferem que caiam no esquecimento. Pode não ter sido por acaso a ida de Janot para uma temporada de seis meses na Colômbia.

Segovia se tornou alvo da fúria de todos após uma entrevista à agência de notícias Reuters. Temer é investigado há mais de um ano e e PF já pediu mais prazo para a investigação várias vezes. Normalmente, quem pede mais prazo para investigar é por que não achou nada. De um lado, uma investigação contra o presidente Michel Temer. Do outro, o envolvimento de todos os demais citados nesta matéria, além é claro dos grupos poderosos de comunicação que patrocinaram a mais vergonhosa conspiração da história do país. Tendo em vista o empenho de todas estas forças para derrubar Segovia, fica uma dúvida: a campanha contra o ex-diretor-geral da PF tinha como objetivo garantir a lisura da investigação contra o presidente ou blindar os interesses corporativos de todos os demais envolvidos?

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