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Perfil criminal de Lula facilitou condenação no TRF-4 e convicção sobre a necessidade de prisão



A prudência é certamente uma das virtudes abandonaram o ex-presidente Lula durante aqueles dias gloriosos em que o petista se inebriava na autoridade e na influência que havia alcançado ao chegar à Presidência da República em 2003. Logo naquele ano, seus subordinados ávidos por poder, dinheiro e notoriedade começaram a traças planos para assegurar que permaneceriam ali por muito tempo.

No caso do ex-presidente Lula e do tipo negócios a que se prestou, só havia uma forma de evitar dissabores futuros: não errando. Como se sabe hoje, esta não foi a postura adotada pelo petista, que logo nos primeiros meses de governo lançou-se a aventuras temerárias que fizeram parte do traçado de seu plano de poder duradouro. Lula e seus subordinados acreditavam tão piamente naquele elaborado plano de poder, que sequer se preocuparam com os ventos que poderiam soprar-lhes as frontes no futuro.

As tramas foram se sobrepondo umas às outras e foram se ramificado num emaranhado de tretas que tinha tudo para dar merda. E deu. O esfacelamento moral do petista era apenas uma questão de tempo. O ex-presidente Lula bem que poderia ter se poupado de tamanha exposição negativa no curso de seus processos da Lava Jato, recolhendo-se e dedicando-se à sua defesa com discrição.

Por certo, o petista reconhecia que sua situação era irremediável quando seus cúmplices foram caindo feito moscas na mão da Polícia Federal. Lula sabe que não foi por acaso que, no momento em que foi preso em um hotel de Brasília, seu ex-amigo José Carlos Bumlai carregava em uma bolsa dezenas de fotos que registravam momentos de intimidade entre o ex-pecuarista, o ex-presidente e sua família. Bumlai sabia que Lula tinha fama de dizer que não conhecia seus companheiros que caíam em desgraça. As fotos eram para comprovar que tinha muita coisa para revelar.

Durante todo este tempo, Lula sabia dos registros em off , nos quais delatores como Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, João Santana, Antonio Palocci e o próprio Bumlai relatavam fatos extraprocessuais e periféricos sobre suas peripécias, incluindo detalhes sórdidos sobre sua intimidade. Por mais que o petista tenha se cercado de todo um protocolo para evitar falar abertamente sobre propina com seus interlocutores, Lula sempre foi um cara fanfarrão que gostava de jactar-se. Um deslize aqui e uma escorregada ali obviamente não passavam despercebidos por olhos mais atentos. Lula sabe que alguns indícios são suficientes para a elaboração técnica de análises dedutivas e indutivas que compõem a base da elaboração de um Perfil Criminal. Lula sabe que a avaliação psicológica e social realizada por criminologistas fornece subsídios preciosos em qualquer investigação criminal. Lamentavelmente, como qualquer vigarista, Lula subestimou todos estes aspectos elementares de qualquer investigação.

Como se não bastasse, o homem responsável pelas investigações contra Lula não era propriamente um novato. O professor universitário Sérgio Moro é considerado por especialistas uma referência no Brasil e no exterior em investigações sobre crimes de lavagem de dinheiro. Dedicado e estudioso de grandes casos,  Moro apenas matou parte de seus tempo como advogado, antes de ingressar no Judiciário, quando tinha apenas 24 anos. Completou sua formação na Universidade de Harvard, nos EUA, e também participou de um curso de combate à lavagem de dinheiro promovido pelo Departamento de Estado americano.

Apesar de todos estes perigos que se avizinhavam de forma inexorável, Lula preferiu blefar e apostar no confronto direto com as autoridades que o investigavam, num autêntico duelo psicológico entre bandido e mocinho. Como ocorre na maior parte das obras de ficção, os mocinhos sempre acabam prevalecendo.

Setores de imprensa andam repercutindo as queixas da defesa do petista, que alega que os desembargadores do TRF-4 forma muito implacáveis ao condenar Lula por unanimidade a uma pena de 12 anos e um mês de prisão em regime fechado. Ocorre que, além de ter sido o mandatário da nação durante o curso de boa parte de seus delitos, os fragmentos de seus crimes estão espalhados por praticamente toda sua trajetória política, desde que chegou ao Palácio do Planalto em 1 de janeiro de 2003. 

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