Para mudar o Brasil, será preciso renovar quase metade do Congresso. Não há democracia fora da política



Os brasileiros testemunharam ao longo dos últimos anos uma série de escândalos envolvendo parlamentares, ministros, governadores e ocupantes de cargos públicos em todo o país. Ocorreram várias tentativas do Congresso Nacional em sabotar a Operação Lava Jato, em impedir os avanços na economia e administração pública. Tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, ocorreram várias tentativas de contrariar os interesses da sociedade. Boa parte da atual geração de políticos está quase toda comprometida com a cultura da corrupção que tem prevalecido no país ao longo das últimas décadas.

Para continuarem no poder, estes políticos estão dispostos a tudo para renovas seus mandatos para continuarem a legislar em causa própria, visando blindar seus interesses pessoais,  partidários e de grupos organizados controlados por elites. Não há como confiar em Congresso que vira e mexe, tenta aprovar algum absurdo na base do "vai que cola", enquanto a população precisa ficar permanentemente em estado de alerta e ter que ir para as ruas praticamente todas as semanas tentar impedir que projetos absurdos prosperem na Câmara ou no Senado.

Boa parte desta geração de políticos está apodrecida, carcomida pelos vícios das ilicitudes com que vêm manejando os interesses de grupos políticos nos últimos tempos. Não será difícil para o eleitor consciente identificar os candidatos envolvidos em instigações criminais, seja na Lava Jato ou em outras processos na Justiça. O eleitor também não terá dificuldade em identificar os políticos que foram cúmplices da organização criminosa comandada pelo ex-presidente Lula. A maioria deles está abrigada em partidos como PT, PCdoB, PSOL, REDE e alguns do PMDB.

Em tese, o critério de escolha é bem simples. Basta identificar aqueles que estiveram ao lado de Lula e Dilma nos últimos anos e os que estiverem envolvidos em processos criminais. Mas há de se prestar atenção ainda nos parlamentares profissionais, aqueles que vão lá, batem ponto, cumprem com suas obrigações apenas para assegurar salários, aposentadorias e privilégios vergonhosos sem contribuir em nada para o país, a exemplo do deputado Tiririca. Basta analisar quantos projetos um parlamentar apresentou e aprovou. Quanto menor o número de projetos aprovados, menor é a sintonia do parlamentar com os anseios da sociedade. É preciso ficar alerta quanto aos políticos profissionais. O número baixo de projetos aprovados não significa apenas falta de sensibilidade ou visão dos reais problemas da sociedade. Boa parte dos congressistas está lá para defender interesses de grupos organizados. Se um parlamentar apresentou mais da metade de seus projetos em benefício de grupos específicos, como militares, funcionários públicos, planos de saúde, evangélicos, pecuaristas ou indústria de um determinado setor, é por que ele está la apenas para representar os interesses dos grupos que o financiaram ou elegeram, e não os interesses da sociedade como um todo. São os conhecidos parlamentares de bancadas.

O Congresso é composto de parlamentares de todo o Brasil e é lá que vão parar as principais demandas e desafios do país. Ao longo da legislatura, o parlamentar participa de dezenas de comissões que abordam estes desafios, ouvem especialistas convidados, leem relatórios e debatem com os colegas quais medidas podem ser adotadas para minimizar os problemas que afetam os brasileiros, sejam os empreendedores de determinado segmento da economia, pequenos produtores, etc. Os desafios do país são enormes e é justamente do Congresso que vão sair as soluções. Isto significa que quanto maior a sensibilidade do parlamentar em apresentar projetos que solucionem em parte os problemas reais da sociedade, maiores são as chances deste projeto ser aprovado.

Apesar da crise moral que assola a classe política brasileira, o eleitor precisa considerar alguns aspectos importantes antes de se decidir em quem votar. Boa parte desta crise que afeta a classe política é artificial e foi forjada por setores do Judiciário que, através de um ativismo vergonhoso, tenta assegurar os altos salários e privilégios adquiridos durante os governos do PT. Houve sim no país uma campanha vergonhosa do Ministério Público Federal, em conluio com os tribunais de todo o país, inclusive do STF, e setores da imprensa para desgastar a imagem dos políticos de forma generalizada. Foi uma guerra suja para barrar projetos importantes para o país, como o fim do auxílio-moradia, que drena bilhões do dinheiro do contribuinte, a limitação do teto dos salários e a equiparação dos benefícios de funcionários públicos aos de trabalhadores da inciativa privada na Previdência.

Esta, por sua vez, é uma questão bastante clara. Se o projeto de reforma visa estabelecer um regime único para todos os brasileiros, ele é a mais pura busca pela Democracia no sistema. Tratamento igual para todos os brasileiros é o que a população espera no que diz respeito ao acesso à educação, saúde, Justiça, etc. Por que o mesmo não pode ocorrer no caso da Previdência? Qual o motivo de parlamentares defenderem a manutenção dos privilégios das elites de servidores em detrimento dos que menos recebem, o povo trabalhador? Faz sentido para alguém votar contra um regime único para todos os brasileiros? Faz sentido alguém defender que a elite de servidores continue recebendo benefícios acima de R$ 30 mil, enquanto o teto para o trabalhador é de pouco mais de R$ 5 mil? Faz sentido um parlamentar tratar alguns como cidadãos de primeira classe e o resto da sociedade como "o resto"?

Este é um caso clássico do parlamentar que está lá atuando no Congresso em defesa de interesses de grupos organizados e em detrimento dos interesses do resto da sociedade. Obviamente, se você é um eleitor militar, um servidor federal ou membro do Judiciário, você vai votar em um parlamentar que defenda seus interesses. É claro que estas pessoas estão  comprando matérias favoráveis na imprensa, estão ativos nas redes sociais defendendo seus interesses de forma eficiente para convencer a sociedade que eles têm mais direitos que o contribuinte que paga seus altos salários  O problema é que estes grupos representam menos de 1% da sociedade brasileira, justamente os mais ricos. E o resto da sociedade, que é quem paga por todos estes privilégios? Quem vai representá-la? Novamente, não é difícil entender que quem luta contra um regime único para todos os brasileiros na Previdência, luta contra a democracia para manter a desigualdade criminosa do sistema. O conceito de Justiça Social é inequívoco na proposta de regime único para todos os brasileiros. Não há argumento capaz de alterar esta realidade.

Além dos parlamentares que estão a serviço de grupos organizados, além dos que estiveram alinhados com a organização criminosa comandada por Lula e Dilma, dos que estão envolvidos em processos criminais, é preciso ficar atentos aos deputados profissionais que enriqueceram na política simplesmente administrando as verbas de gabinete de mais de R$ 100 mil por mês e colhendo benefícios vergonhosos como auxílio-moradia.

A boa notícia é que entre os 513 deputados federais, apenas 11 recebem auxílio-moradia e apenas 6 optaram pela alternativa mais vergonhosa no recebimento do privilégio, que é aquela que o parlamentar não precisa prestar contas sobre o que faz com o dinheiro.

A outra boa notícia é que menso de 100 deputados são investigados em processos criminais e que boa parte deles já está no grupo dos que foram cúmplices da roubalheira do PT ao longo da última década e meia.

A outra boa notícia é que o parlamento brasileiro, apesar de suas deficiências, ainda é em boa parte formado por representantes do povo e está lá no Congresso batalhando para aprovar projetos importantes para o país. Afinal, de onde saíram praticamente todas as grandes conquistas da sociedade brasileira? O Povo encaminhou projetos importantes para o Congresso que foram convertidos em Lei, mesmo contrariando os governantes, como a Lei da Ficha Limpa, a Lei de Delação Premiada, entre outras.

O Congresso aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Plano Real, a Constituição, a Lei que limita o tero dos gastos públicos da União, estados e municípios, a Reforma do Ensino Médio, a Reforma Trabalhista e agora se prepara para aprovar a Reforma da Previdência. Estas quatro últimas reformas estruturantes foram aprovadas ou em fase final de votação durante a última legislatura.

O fato é que não há saída para a Democracia fora da política. o Congresso é o principal aliado do povo e o responsável pelo atendimento das principais demandas da sociedade. Embora de forma controversa, a maioria dos parlamentares brasileiros está em sintonia com os projetos importantes para o país.

Será preciso que o eleitor permaneça atento nestas eleições em particular, pois há uma nova ameaça à Democracia em curso. Um grupo de empresários resolveu financiar uma iniciativa que pretende eleger pelo menos 100 parlamentares nas próximas eleições. O  RenovaBR realizou um concurso para escolher pessoas em todo o país que estejam alinhados com os interesses dos empresários por trás da inciativa, quem tem por trás o apresentador de TV Luciano Huck. Os candidatos selecionados vão receber uma 'bolsa' de até R$ 12 mil em ajuda de custos até as eleições, um curso 'de formação' e ainda contarão com material de campanha, suporte de agências de marketing e todo um aparato milionário.

Obviamente, estes candidatos não emergiram do seio da sociedade de forma espontânea. Estão sendo forjados por grupos de interesses que pretendem expandir sua influência no Congresso. Por mais bem intencionados que sejam estes candidatos, eles não são representantes do povo, não abriram as fileiras de suas candidaturas em meio ao convívio com os desafios da sociedade. Não fizeram compromissos com suas bases eleitorais. Mais parecem Androides que estão sendo fabricados para atenderem a comandos de sues criadores. Pode até ser que pareçam bons aos olhos do eleitor, ao final de seus cursinhos. Podem até aparecer com belos discursos elaborados por especialistas em marketing. O problema é que suas candidaturas não tiveram origem popular, não emergiram em meio a lutas, ao engajamento em comunidades ou na defesa de interesses da população. Não há qualquer dúvida de que, uma vez eleitos, este pessoal do RenovaBR vai rezar pela cartilha de seus donos.

O Brasil vai para as urnas em 2018 pela primeira vez após as grandes manifestações recentes. Será a primeira oportunidade de renovar o Congresso, após uma das mais tumultuadas legislaturas da história do parlamento. O povo está mais atento e as crises políticas recentes serviram de escola para a população. É certo que existem ainda políticos honestos e outras pessoas de bem dispostas a defender os interesses do povo.  Caberá ao eleitor distinguir os melhores candidatos para os cargos executivos e legislativos nas próximas eleições. Com deu para perceber, é grande responsabilidade de cada um para com os destinos do país. O dever de casa deve ser feito antes de ir para a urna. Não custa nada checar informações sobre os candidatos. Após anos traumáticos, a expectativa é a de que o povo aprendeu a votar melhor. Está chegando o momento do Brasileiro provar que quer o melhor para seu país. Escolher um político não é a mesma coisa de escolher um time de futebol ou um preferido no Big Brother. Urna não é lugar para paixão. A lição  foi dada. O último grande líder populista eleito pelo povo vai parar na prisão. Escolher um candidato é um momento crucial para o futuro do país. É um ato de responsabilidade que exige uma grande reflexão. 
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