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Palocci se deu mal. Corrupto do PT se ofereceu para falar ao TRF-4. Além da recusa, Tribunal ainda mandou sequestrar bens de suas filhas



Em seu joguinho de tentar obter um acordo de delação na base do contra-gotas, o ex-ministro Antônio Palocci se ofereceu há poucos dias para prestar um novo depoimento aos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o mesmo que confirmou a condenação do ex-presidente Lula no dia 24 de janeiro.

Além de ignorar a 'oferta' de Palocci, o TRF-4 ainda decretou arresto e sequestro de imóveis em nome de sua  filha e de sua enteada. A determinação foi em atendimento a um pedido do Ministério Público Federal. A 8ª Turma do Tribunal, responsável pelos casos da Lava-Jato, considerou que a quantia sequestrada diretamente de Palocci não foi suficiente para cobrir os danos e decidiu ampliar  o sequestro de bens imóveis já transferidos a terceiros.

Os procuradores haviam pedido bloqueio de R$ 812 milhões. O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, deferiu o sequestro de R$ 150 milhões, mas após as buscas nas instituições financeiras conseguiram bloquear apenas R$ 61,7 milhões.

Os procuradores pediram então a inclusão dos imóveis que tinham sido transferidos à filha e à enteada dele, em São Paulo. Moro indeferiu o pedido, mas o TRF-4 decidiu sequestrar os bens.

O relator, desembargador João Pedro Gebran Neto, afirmou que pelo menos dois imóveis foram comprados com recursos ilícitos. “Num deles, Palocci teria transferido o valor da compra para a conta da filha dois dias antes da aquisição. No segundo caso, a transferência bancária foi feita diretamente de Palocci para o vendedor do imóvel à enteada”, informou o TRF-4.

Palocci é reconhecido dentro do PT e pelo próprio Lula como um homem inteligente e meticuloso. O problema é que a esperteza do gênio da organização criminosa pode valer alguma coisa para seus pares. Para os homens que zelam pela Justiça, não. Palocci falou sobre os crimes de Lula e Dilma, mas ainda não falou tudo que sabe. 

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