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O silêncio de Lula nos dias que antecedem sua prisão. Petistas que prometiam incendiar o país agora falam em greve de fome



A intervenção federal decretada pelo presidente Michel Temer fortaleceu a perspectiva entre os petistas de que o ex-presidente Lula vai mesmo ser preso. A inciativa, que representa um passo importante no combate à criminalidade e contra a corrupção policial no Estado, ocorre num momento em que ocorre a derrota da cruzada do petista contra a Justiça.

Se antes, os subordinados do ex-presidente ameaçavam incendiar o país, agora alguns já começam a falar em greve de fome. Obviamente, ninguém leva este tipo de ameça a sério. O próprio Lula chegou a forjar uma greve de fome que durou seis dias quando foi preso em 1980, durante o regime militar, mas a informação que o petista contrabandeava barras de chocolate acabou vazando e Lula acabou saindo da prisão alguns dias depois mais gordinho que entrou.

O fato é que o espírito que varre o país nestes primeiros meses de 2018 é o da esperança e isso não é nada bom para Lula e para os ministros do STF que cogitam livrá-lo da cadeia. Se por um lado, a  presença de militares nas ruas do Rio pode produzir belas imagens de prisões de chefes do crime organizado, na outra ponta, este tipo de situação tende a diminuir a tolerância da população com a impunidade.

Enquanto Lula agoniza em meio a incerteza quanto ao próprio futuro, o PT e a esquerda avaliam como vão digerir um eventual êxito das Forças Militares ao longo do ano eleitoral. A constatação geral é a de que vai ficar meio embaraçoso tecer críticas à esta iniciativa do governo, uma vez que este tipo de narrativa tende a agradas apenas os maconheiros e bandidos, que embora representem uma parcela significativa da população do país, não são suficientes para garantir o fôlego que a esquerda precisa para tentar se recompor.

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