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O que é mais revoltante no Brasil pós-PT é que o povo continua pagando a conta do aparelhamento bancado com dinheiro do contribuinte



A expectativa de que uma nação prospere a partir do suor de seu povo atende por um princípio lógico básico, no qual se sabe que o Estado não produz um cotonete. A prosperidade de uma nação e o bem estar social de qualquer sociedade depende diretamente da forma com que os governantes e autoridades lidem com o dinheiro que o Estado arrecada,  fruto de uma parcela significativa do esforço de cada cidadão.

No caso do Brasil esta situação é vergonhosa nas duas pontas da relação. Os mais pobres são os mais sacrificados e são surrupiados em mais da metade do que ganham pelo Estado. Estudos desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) comprovam claramente tal situação. Segundo um levantamento, pessoas cuja renda mensal familiar alcança até dois salários mínimos comprometem 53,9% de seus ganhos com o pagamento de tributos, enquanto as que tem renda superior a 30 salários mínimos, comprometiam apenas 29%. Essa situação ocorre porque cerca de 50% da nossa carga tributária é indireta, isto é, incide sobre o consumo, atingindo indiscriminadamente toda a população, independentemente da renda e da riqueza de cada um. A cobrança da maioria dos tributos vem embutida no preço final das mercadorias. Vejamos um exemplo significativo:

Seria até justo se os mais pobres pudessem contar com serviços públicos de primeiro mundo, o que não é o caso no Brasil. Há pessoas que acreditam que não pagam impostos e ignoram que os tributos estão embutidos em tudo aquilo que consomem, desde o leite, o pão, o feijão, a passagem de ônibus, etc. É através destes tributos que o Estado drena metade do dinheiro dos mais pobres.

Um país de merda não é culpa da sociedade, mas sim daqueles que o governam. Ou governaram. Este é o caso do Brasil do PT. Esta é a fórmula secreta que tem ajudado o Brasil a mergulhar nos números vergonhosos do caos da violência, no ensino de péssima qualidade, na exploração criminosa dos geradores de emprego e no assalto ao contribuinte com os impostos mais altos do mundo.

Esta é a fórmula mágica da desigualdade, onde os responsáveis pela condução do país legislam em causa própria, elevando os rendimentos de seus subordinados cúmplices numa matemática perversa de indução da economia de boutiques, de restaurantes chiques e da indústria do luxo. Nesta matemática grotesca, o excesso do dinheiro do pagador de impostos que vai parar nos bolsos dos 'inconscientes' é gasto com futilidades e extravagâncias aviltantes que simbolizam os sete pecados capitais.

Os governos do PT foram os responsáveis pela mais vergonhosa transferência de renda inversa da história da humanidade ao conceder  aumentos, benefícios e privilégios indecentes a servidores do executivo, legislativo e judiciário. O número de funcionários públicos que ganha salários acima do teto constitucional de R$ 33.763 cresceu quase 3,5 vezes nos últimos dez anos.  Ao longo da última década e meia, formou-se uma elite de oportunistas e cúmplices da distribuição perversa do dinheiro suado do contribuinte. Seres que se acreditam iluminados e revestidos da legitimidade de se apropriar de uma fatia cada vez maior de tudo aquilo que o país arrecada, como se aquele dinheiro lhes pertencesse. O servidor público ganha 75% a mais que o privado no Brasil. Em 13 anos de PT, o salário do serviço público subiu três vezes mais que o privado.

Foi com o dinheiro suado do contribuinte que seres medíocres e incapazes de prosperar na iniciativa privada se projetaram entre a elite brasileira, adquiriram status de poderosos arrogantes, passaram a almejar cada vez mais os tradicionais símbolos de status e se lançaram ao consumo de bens de consumo de gosto duvidoso, acreditando que objetos fadados ao obsoletismo pudessem livrá-los de tanta mediocridade.

Desde 2014, o contribuinte brasileiro já pagou mais de R$ 5 bilhões em auxílio moradia para a elite do Judiciário, um seleto grupo de privilegiados que recebe os mais altos salários do país, na média de R$ 28 mil. Esta cortesia foi providenciada pela ex-presidente Dilma Rousseff, que editou a Medida Provisória que abriu créditos extraordinário em favor de diversos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público da União..

O dinheiro do contribuinte passou a ser generosamente distribuído para agentes públicos da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça; da Justiça Federal, da Justiça Militar da União, do Tribunal Superior do Trabalho e da Justiça do Trabalho, além da Defensoria Pública da União e do Ministério Público da União.

Auxílio-moradia é uma excrescência imoral e sórdida em um país pobre e miserável, onde os mesmos que exigem do governo providências impossíveis sugam o máximo que podem dos cofres públicos
São os mesmos que lutam agora contra a reforma da previdência apenas para assegurar privilégios indecentes para todo o sempre.

Enquanto o limite para as aposentadorias da iniciativa privada é de R$ 5.531, os aposentados de carreiras como o Ministério Público, Judiciário e Legislativo, recebem benefícios de até R$ 28,5 mil, o que os coloca entre os 0,4% mais ricos da população. Estas discrepâncias causaram um rombo de mais de R$ 1.3 trilhão nos cofres públicos ao longo da última década e meia em que o Brasil esteve nas mãos do PT de Lula e Dilma, que aparelharam o país não apenas com seus escolhidos para cargos comissionados, mas por meio do dinheiro do contribuinte, premiando de forma vergonhosa servidores que se tornaram simpáticos com tanta generosidade. Gente de capacidade técnica questionável, que além de possuir estabilidade no emprego, ainda passou a receber salários mais altos que seus pares em países de primeiro mundo.

Apenas em 2016, incluindo ativos e inativos, os 2,2 milhões de funcionários públicos federais (1% da população) custaram ao país R$ 257,8 bilhões (20,7% do Orçamento). É isso mesmo que você leu. 1% da população drenou mais de 20% de tudo que mais de 200 milhões de brasileiros produziram.

É essa mesma gente, que ainda acha pouco o que ganha mas não tem coragem de largar o serviço público e se lançar no competitivo mercado na iniciativa privada, onde o cidadão brasileiro tem que mostrar talento, senão não come, é esta mesma gente que cobra do governo providências sobre problemas como saúde, segurança e impostos altos.

O governo pretende igualar o limite dos benefícios das aposentadorias da iniciativa privada com os dos servidores públicos ao teto de R$ 5.531,00. Isto representaria uma economia de mais de R$ 50 bilhões ao ano do dinheiro do contribuinte. Com este dinheiro, o governo poderia devolver mais ao contribuinte na forma de melhores serviços de saúde, segurança, redução de impostos, etc.

Segundo um ministro do STF, “o Brasil se converteu nos últimos anos, inclusive ajudado pela agenda associativa sindical, numa república corporativa” “Está-se aplicando isso de maneira selvagem, sem nenhuma base jurídica, de maneira canhestra: Enquanto eu tiver dinheiro, abro a gaveta e saco, sem nenhuma regra”.

A ganância da elite de servidores pelo dinheiro do contribuinte é, parafraseando o procurador da República Deltan Dallagnol, "uma assassina sorrateira, invisível e de massa. É um serial killer que se disfarça de buraco de estradas, de falta de medicamentos, de crimes de rua e de pobreza”.

O Brasil atravessa um momento de recuperação econômica crucial para recolocar no mercado de trabalho milhões de chefes de família desempregados. O país enfrenta um rombo nas contas públicas que deve levar anos para ser tapado. Seria prudente e patriótico que aquele servidor público, ao menos os que tem casa própria e receba acima de R$ 20 mil, abra mão deste e de outros benefícios incompatíveis com a realidade do povo brasileiro, onde mais de 90 milhões de cidadãos vivem com renda de até um salário mínimo. São pequenos gestos para quem pode, mas capazes de devolver bilhões a quem de direito. Não se pode ignorar um assunto apenas para poupar um ou outro. Apenas no Judiciário, são mais de 17 mil beneficiários do auxílio-moradia, que dá mais de R$ 73 milhões por mês apenas em despesas com este benefício, fora auxílio-educação, auxílio-livo, auxílio curso no exterior, auxílio isso e aquilo. Há casos de magistrados no Brasil que recebem três vezes o teto de R$ 33 mil. Os benefícios escandalosos alcançam ainda servidores do executivo e legislativo. A União gastou aproximadamente R$ 817 milhões somente em 2017 com o pagamento de auxílio-moradia nos três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Isso equivale a mais de R$ 8 bilhões em dez anos apenas neste privilégio. O que poderia ser feito com todo este dinheiro, uma vez revertido para o que realmente o produz, o povo? Em 2018, a União deve gastar R$ 831 milhões, segundo o previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso em dezembro.

O governo do presidente Michel Temer tem sido alvo do ativismo político de setores do Judiciário e representantes de servidores justamente por tentar aprovar projetos que limitam esta farra com o dinheiro do contribuinte, como a reforma da Previdência e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos públicos A medida tem por objetivo impedir, entre outras questões, aumentos reais do crescimento da folha de pagamento do serviço público, contendo assim a explosão dos déficits orçamentários que vem sendo registrada nos últimos anos.

O governo já conseguiu uma vitória importante ao limitar o salário de novos concursados. Antes, os aprovados em concursos, os concurseiros, a maioria filhos de servidores, já ingressavam no serviço público ganhando salários exorbitantes. Jovens com pouco mais de vinte anos começavam suas carreiras ganhando salários de até R$ 28 mil. Agora, todos aprovados entram ganhando o teto de R$ 5.300 mil e somente atingirão o teto das categorias ao fim de suas carreiras. Somente com esta medida, o governo economizou mais de R$ 70 bilhões para os próximos anos. Na verdade, este é o primeiro governo na história do país a travar uma batalha contra as elites em favor do trabalhador. O preço que Temer está pagando por isso é muito alto. Foi vítima até mesmo de uma tentativa de golpe do judiciário, que se aliou a criminosos da JBS para derrubá-lo. O STF violou a Lei de delação premiada e homologou o acordo do criminoso Joesley Batista, reconhecidamente um chefe de organização criminosa. A Lei de delação impede benefícios nestes casos. Não é por acaso que procuradores da República passem o dia inteiro no Twitter e Facebook criticando o governo Temer e até mesmo pedindo sua renúncia. É pena que o povo continue sendo manipulado por aqueles que sugam seu dinheiro e ainda posam de bonzinhos. 

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