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O extraordinário empenho de Deltan Dallagnol e dos membros do Judiciário pela renovação da classe política do Brasil

Fotomontagem meramente ilustrativa


A Operação Lava Jato surgiu no país como uma grande esperança no combate à corrupção e contagiou a sociedade diante da perspectiva de acabar com a impunidade de políticos e empresários corruptos que estiveram ao lado do PT de Lula e Dilma ao longo de quase uma década e meia.

Embora a essência da Lava Jato seja até hoje melhor representada pela figura do juiz federal Sergio Moro, um homem discreto e determinado que costuma se pronunciar nos autos dos processo com extrema firmeza, algumas figuras periféricas da maior investigação do país também se projetaram nacionalmente, graças à visibilidade e o interesse da sociedade pela Lava Jato. Mesmo sendo o juiz Sérgio Moro a figura central e maior símbolo da investigação até os dias de hoje, vários integrantes da força-tarefa tentaram pegar carona na credibilidade do magistrado.

Entre as figuras que buscaram um protagonismo político nas redes sociais e na imprensa, estão os procuradores da República Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol. Os dois souberam explorar os holofotes de forma sistemática durante o auge da Lava Jato e aproveitaram para propagar a mensagem subliminar de que toda a classe política estava corrompida e que não haveria salvação para o país sem a renovação completa das lideranças políticas tradicionais.

Como naqueles idos de 2016 ninguém se importava com o ativismo político, os procuradores da Lava Jato dedicavam boa parte de seu tempo na elaboração de frases de efeito que eram postadas nas redes sociais e viravam manchetes em toda a imprensa nacional. Logo os membros da força-tarefa da Lava Jato passaram a conquistar milhares de seguidores no Facebook, com destaque para o procurador Deltan Dallagnol.

A Lava Jato estava tão em evidência e Dallagnol havia conseguido projetar tão bem o seu nome que o procurador passou a ser visto como uma nova opção de renovação da classe política.Vaidoso com o sucesso, Dallagnol chegou a ser  questionado sobre planos eleitorais para 2018: “É natural que exista especulação quando o nome de alguém tem visibilidade, pois essa pessoa passa a ter potencial político. Hoje não tenho planos ou pretensões políticas, estou focando na Lava Jato. Não descarto, no futuro, qualquer carreira no setor público ou privado onde possa servir melhor a sociedade, mas hoje o foco é na Lava Jato.”, afirmou o procurador em uma de suas entrevista à CBN.

Obviamente, figuras oportunistas e descontentes do MPF com a queda de Dilma e do PT do poder começaram a ser dar conta que poderiam ir além, fustigando toda a classe política. Aproveitando-se da credibilidade da Operação Lava Jato, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot resolveu demonizar geral. Tendo a imprensa e os procuradores da República como aliados, Janot apostou no entusiasmo da sociedade com a investigação conduzida pelo juiz Sérgio Moro e passou a demonizar toda a classe política, como se fosse uma vingança por Dilma, Lula e o PT terem caído em desgraça na própria Lava Jato. Após ter um pedido de terceiro mandato na PGR negado pelo presidente Michel Temer, Janot se aliou aos criminosos da JBS em um vergonhoso acordo de delação premiada que tinha o objetivo de derrubar o governo e se manter no comando do MPF.

Valendo-se do apoio da imprensa nacional e da reputação da Operação Lava Jato, Janot e vários procuradores da República conspiraram para derrubar o governo e demonizar toda a classe política brasileira.  Apesar do alto custo para o país, que se recuperava da maior recessão da história, a conspiração de Janor, Joesley, Fachin e dos membros do MPF fracassou.

Logo em seguida, a Polícia Federal foi obrigada a desligar os aliados de Janot da Operação Lava Jato, para evitar vazamentos criminosos que visavam atingir políticos, sem que fossem coletadas provas. Além de desgastar a imagem da classe política, os vazamentos atribuídos aos membros do MPF e ao próprio Janot acabaram atrapalhando o andamento de várias investigações e afetando a credibilidade dos trabalhos concentrados em Curitiba. Entre os expulsos da investigação, Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol também foram colocados para fora da Lava Jato.

Revoltados, vários membros do MPF assumiram o ativismo político nas redes sociais e na imprensa, e passaram a demonizar abertamente a classe política. Sobretudo os membros do governo que não caiu com a conspiração de Janot e Joesley patrocinada pela Globo e outros sites controlados por especuladores do mercado financeiro. A trama envolvendo os criminosos da JBS foi de longe um dos mais vergonhosos episódios da história da República. É fato que muitos integrantes do Judiciário, do Ministério Público Federal, da Polícia Federal, dos meios de comunicação, da classe artística, da esquerda que queria a volta de Dilma e o Fora Temer, além açougueiros criminosos de Goiás participaram da vergonhosa trama para derrubar o governo e destruir a classe política para assegurar privilégios que hoje estão sendo enfrentados pela primeira vez na história da República por um governo, como a reforma da Previdência e o fim das regalias vergonhosas do Judiciário.

Embora conspiração vergonhosa dos citados acima tenha fracassado, o estrago já havia sido feito. Ao aprofundarem a crise política inciada ainda nos tempos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, os ex-aliados do PT conseguiram 'lograr êxito" no propósito de destruir a classe política e mergulharam o país em um período de incertezas que perdura até os dias de hoje. Mesmo com a recuperação da economia, a queda recorde na inflação e nos juros, a retomada na geração de empregos e investimentos no país, a bolsa batendo recordes atrás de recordes, as lideranças políticas responsáveis pela recondução da encomia do país aos trilhos já não conseguem mais se beneficiar politicamente de seus feitos.

Mas o ativismo político e o empenho de Janot, Dallagnol e dos meios de comunicação em destruir a classe política acabou criando oportunidades para novas lideranças políticas e beneficiando nomes como o deputado Jair Bolsonaro, o apresentador da Globo, Luciano Huck e outros nomes que começam a ser inseridos na disputa à Presidência em 2018, como o dono das lojas Riachuelo, Flávio Rocha e o do empresário João Amoêdo, do Partido Novo. Entre todos, Boslonaro é sem dúvida o que mais ganhou projeção desde a conspiração dos membros do MPF, Judiciário e meios de comunicação que serviu para arejar a classe política e projetar novas lideranças e opções de nomes para os eleitores brasileiros.

Com a retirada do nome do ex-presidente Lula da disputa, o deputado Jair Bolsonaro tornou-se não apenas o favorito para vencer a disputa à Presidência em 2018, como também deverá eleger centenas de candidatos em todo o Brasil. Graças à projeção nacional alcançada após a destruição da classe política promovida ao longo dos últimos anos, Bolsonaro deve eleger uma nova geração de cidadãos alinhados com seu pensamento, como deputados estaduais, federais, senadores e até mesmo governadores. O pré-candidato à Presidência tem um casto histórico na luta por interesses da classe que tem origem e é querido entre policiais e militares.  Nas cidades que Bolsonaro visita pelo país, quartéis do exército, da polícia militar, bases do corpo de bombeiros e delegacias de polícia civil ficam vazias. Praticamente todos vão recepcionar o líder político.


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