O desafio do Brasil em acabar com a mais vergonhosa distribuição inversa de riquezas do mundo, onde os pobres sustentam os 0,4% mais ricos



O jornalista, mestre em filosofia e autor do "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", Leandro Narloch, escreve um artigo brilhante sobre a chantagem política exercida por um grupo de artistas de esquerda, que tentam manipular a opinião pública sem nenhum embasamento técnico sobre os argumentos que defendem.

Na ocasião, Leandro Narloch chama a atenção para o papel de Wagner Moura, um eleitor de Lula, que tem feito campanha contra a reforma da previdência. No artigo, o jornalista rebate um texto publicado na própria pelo ator petista, intitulado "Quem tem medo de artista".

"Não temos medo de Wagner Moura, mas de sua ignorância econômica. Não temos medo de artistas, mas da irresponsabilidade de muitos deles ao falar sobre o que não conhecem. "Não é um crime ser ignorante em economia", diz o ultraliberal Murray Rothbard. "Mas é uma total irresponsabilidade ter uma opinião barulhenta e vociferante em questões econômicas enquanto se permanece nesse estado de ignorância. "

Wagner Moura poderia se perguntar por que o governo insiste num assunto tão impopular quanto a reforma na Previdência. Se a reforma não é necessária, se não há rombo nas contas, para que perder eleitores com ela? Será que Michel Temer tem um desejo de prejudicar os aposentados maior que sua ambição política?

Talvez o ator entenda que é preciso "encarar a reforma da Previdência", pois "não é possível que a idade média de aposentadoria das pessoas no país seja de 55 anos", como afirmou no ano passado Dilma Rousseff, a presidente que Wagner Moura tanto apoia.

Temos medo das opiniões de Wagner Moura porque ideias têm consequências —muitas vezes, desastrosas".

Assim como Wagner Moura, outras pessoas públicas e até mesmo políticos, não possuem qualquer rigor intelectual quando atacam a reforma da Previdência. O objetivo de todo este oba oba e se jogar para a galera como defensor dos interesses do povo, quando isso não é verdade. O povo trabalhador que ganha até 3 salários mínimos não será afetado em absolutamente nada pela reforma. reforma não afeta quem ganha até 3 salários mínimos. Somente quando acabar a regra de transição em 2038, uma pessoa nessa situação receberia 90% do valor de sua aposentadoria se aposentando com os mesmos 65 anos de idade que uma pessoa que se aposenta hoje.

Ao contrário do que andam dizendo sobre perdas de direito adquirido, quem já completou tempo de serviço  não vai ter alteração nenhuma, porque ele já adquiriu esse direito. Quem diz o contrário é desonesto. As mudanças também não valem para quem já se aposentou. Isto está claro no texto original da reforma da Previdência.Isso acontece porque a Constituição Federal protege o direito adquirido. A jurisprudência para essa regra é que, se alguém cumpre todas as exigências para ter acesso a um direito, este direito não pode ser retirado pelo Estado. Logo, quem prega o terror sobre a perda de direitos adquiridos age como um bandido querendo angariar a simpatia de ignorantes. Quem é contra a reforma da previdência, que vai atingir políticos e servidores, é contra o fim dos privilégios e contra o fim da mais vergonhosa distribuição inversa de riquezas do mundo. No Brasil de hoje, é o pobre que sustenta o rico no topo da pirâmide da Previdência. Com aprovação da reforma, servidores públicos civis e políticos passam a se submeter às mesmas regras dos trabalhadores da iniciativa privada.

O fato é que, caso a reforma da Previdência não ocorra, é justamente o povo que continuará sendo massacrado pelo desigualdade do sistema, pois é o povo que banca as aposentadorias da elite da Previdência, gente com benefícios de até R$ 30 mil. O rombo no déficit da previdência dos servidores que ganham altos salários é de R$ 1.3 trilhão. Quem vai pagar por isso é o contribuinte. Cedo ou tarde. O que o governo pretende é limitar o teto dos benefícios até R$ 5.3 mil e economizar R$ 500 bilhões do dinheiro do contribuinte, que é quem realmente paga para manter a elite da previdência entre os 0,4% mais ricos do país. "Não é um crime ser ignorante em economia", diz o texto de Leandro Narloch. O crime é o mau caratismo intelectual daqueles que são contra a reforma da previdência, que usam o pobre para defender interesses próprios e das elites que representam, sejam políticos ou servidores que se aposentam com salários vergonhosos pagos pelo trabalhador humilde. Assumir que é o pobre que paga pela vida boa das elites, ninguém quer, né, cara pálida?

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