O Bolsa Jatinho de Luciano Huck. Até quem recebe Bolsa Família ajuda a pagar parte dos juros do financiamento do BNDES de R$ 17.7 milhões



A notícia de que o apresentador Luciano Huck, pegou dinheiro no BNDES, com juros subsidiados, para comprar um jatinho de luxo no valor de R$ 17,7 milhões gerou um certo desconforto entre aqueles que defendem a candidatura do empregado da Rede Globo à Presidência em 2018.

A transação ocorreu em 2013, durante o governo Dilma. Luciano Huck se beneficiou do dinheiro do contribuinte não apenas para adquirir a aeronave, mas também para pagar juros mais baixos que o próprio governo pagava ao mercado. Isto significa que quem pagou mais da metade dos juros pelo empréstimo foi o povo, inclusive os beneficiários do Bolsa Família, que também pagam impostos sobre tudo que consomem.

Enquanto os juros de mercado estavam bem acima de 10% ao ano, Luciano Huck pegou o empréstimo camarada a juros de 3% ao ano. Se fosse comprar seu jatinho hoje, o apresentador teria que pagar juros de mercado, pois o governo Temer acabou com os generosos subsídios no BNDES para este tipo de negócio. Mesmo sendo amigo de FHC, Lula, Dilma, Sérgio Cabral, Eike Batista, Aécio Neves e Joesley Batista, para quem vendeu a sua ilha em Angra dos Reis, o apresentador não consegue mais um negócio tão vantajoso.

O fato é que Luciano Huck não foi o único a entrar na fila da alegria quando os governos do PT distribuíam o dinheiro do contribuinte de forma tão generosa. Embora o povo não saiba ainda onde os governos do PT enfiaram mais de R$ 500 bilhões do dinheiro do contribuinte apenas com os subsídios do BNDES, a compra do jatinho de luxo de Luciano Huck é um bom exemplo de como todos respeitavam o dinheiro suado do contribuinte.

Somente entre 2007 a 2012, os governos de Lula e Dilma transferiram para o BNDES por fora do Orçamento cerca de 7% do PIB. Outros R$ 200 bilhões seriam transferidos nos 3 anos seguintes, e posteriormente retransferidos a gente como Luciano Huck, Joesley Batista e Marcelo Odebrecht sob a forma de subsídios.

A generosidade excessiva dos governos do PT provocaram um aumentou gigantesco da dívida pública, que teve um alto custou para o contribuinte sobre a taxa de juros da dívida pública. Dilma e Lula repassaram dinheiro do contribuinte para seus amigos a uma taxa de juros inferior à que a União pagava. A diferença quem pagou e ainda está pagando é o povo. Apenas para se ter uma ideia, o dinheiro que Lula e Dilma distribuiu aos amigos daria para cobrir o déficit primário do governo até 2020. Hoje, a sociedade, o governo e o Congresso se contorcem para discutir se a meta fiscal de 2018 vai ser de R$ 159 bilhões. É quando se sente a falta dos R$ 500 bilhões em subsídios concedidos pelos governos do PT. O custo da dívida pública pesa nas costas de toda a sociedade. É uma dívida do povo, contraída de forma irresponsável pelas administrações petistas. Os impactos na economia foram enormes, pois elevaram o déficit nominal, hoje em torno de 9% do PIB e aumentaram o risco pais. As consequências recaíram sobre o trabalhador. Nem o Japão que tem 150% do PIB em caixa e uma das maiores rendas per captas do mundo ousaria ser tão generoso com milionários.

Os subsídios são fundamentais para equalização de investimentos com retorno social, como obra de saneamento básico. Neste caso, há um retorno social claro, pois os benefícios alcançam toda a sociedade e retornam aos cofres públicos por meio da economiza de gastos de saúde, queda de mortalidade e menor proliferação de doenças. Como se vê, este não foi o caso do jatinho comprado por Luciano Huck. Não houve retorno social.

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