Nem deputado do PT votou tanto com Lula e Dilma quanto Bolsonaro. E ainda diz que é de direita.



O pré-candidato Jair Bolsonaro pode mentir sobre uma série de coisas, mas não pode mentir sobre sua fidelidade aos governos de Lula e Dilma em sua carreira como deputado federal. Seus votos, benefícios, gastos, presenças, faltas, e ausência de projetos relevantes para o país estão registrados em seu histórico como parlamentar. Está tudo documentado.

A questão é a necessidade de se colocar as coisa sem seus devidos lugares até por uma questão de esclarecimento da sociedade. O Brasil ainda é uma Democracia e todo cidadão tem o direito de disputar cargos eletivos, desde que cumpra com as exigências da legislação vigente no país.

O problema são as contradições ideológicas expostas pelo candidato Jair Bolsonaro.

Seria bom que o parlamentar parasse ao menos de mentir e tentar se vender como um candidato de direita e conservador que defende a família, após ter se casado nada menos que três vezes. Obviamente, ninguém que é ideologicamente de direita jamais votaria nos comunistas do PT. Embora Bolsonaro não tenha participado do enfrentamento dos comunistas durante o regime militar, ele viveu no olho do furacão e tinha informações privilegiadas sobre os comunistas que posteriormente fundariam o PT. Lá estavam guerrilheiros como José Dirceu, José Genoíno e outros comunistas que fizeram cursos em Cuba, China e na extinta União Soviética.

Bolsonaro não era um jovem estudante ou um idiota alienado e desinformado quando afirmou em 1999 que o ditador comunista venezuelano Hugo Chávez era uma “esperança para a América Latina”. Ele era um ex-capitão recém desligado do Exército e estava bastante familiarizado com os métodos comunistas.

Três anos depois, o mesmo Bolsonaro que se diz de direita votou no comunista Ciro Gomes e no ex-presidente Lula, do PT. É claro que milhões de brasileiros votaram em Lula, mas absolutamente nenhum que tivesse convicções de direita ou que estivesse tão familiarizado sobre os métodos dos comunistas quanto Jair Bolsonaro. Se votou, é por que não era de direita. Ponto. Não há como contestar estes fatos. Não é concebível que um ex-militar que serviu durante o regime, que conviveu com informações sobre sequestros, atentados e guerrilhas dos membros do PT tenha votado em ninguém menos que o chefe da organização criminosa.

Mas voltando aos dias de hoje, e à postura de Bolsonaro como parlamentar, o deputado tem um histórico extraordinário de votos com os governos do PT. Para ser mais exato, 92% dos votos de Bolsonaro seguiram as orientações dos governos do PT para suas bancadas na Câmara dos Deputados. Isto significa que a quase totalidade de votos de Bolsonaro durante os governos do PT forma em conformidade com os votos do PSOL, PCdoB, PDT e outras gangues que deram suporte aos governos mais corruptos da história da República.



No Congresso, Bolsonaro se vendia como oposicionista, mas é pouco provável que algum deputado do PT tenha votado mais com Lula e Dilma do  que Bolsonaro. A tendência do parlamentar só começou a mudar a partir de 2013, quando o governo Dilma começou a derreter em escândalos e a população tomou as ruas do país para protestar contra a escalada na corrupção. Desde então, Bolsonaro passou a se vender como político de direita, fez um cursinho rápido com Olavo de Carvalho, e até posou recentemente ao lado de uma bandeira de Israel. Ninguém vai encontrar uma foto de Bolsonaro com algum símbolo de Israel de antes de 2014. A questão da fidelidade do parlamentar aos governos do PT também é inquestionável. Não há como mentir sobre este retrospecto vergonhoso e o próprio Bolsonaro teve que reconhecer isso no ser acuado por entrevistadores da Rádio Jovem Pan há poucos dias, como pode ser conferido no vídeo abaixo.





Não há problema algum em uma pessoa ter sofrido influência da esquerda ou ter votado em Lula e Dilma. Todo ser humano é livre para escolher em quem votar, assim como todos tem liberdade de mudar de opinião após constatar os erros do passado. O que não é certo é negar suas origens e dizer que sempre foi de direita, assim como muitos de seus eleitores que também votaram e Lula e agora se dizem de direita. As pessoas podem mudar, mas as convicções ideológicas são perenes, estão arraigadas no intelecto do indivíduo a partir de uma série de valores cultivados ao longo da vida.  Fazem parte da formação cultural, do caráter de cada um e de seu modo de entender o mundo e a ordem social civil. Ao contrário dos dogmas impostos pela esquerda, esta postura conservadora diante da vida faz parte de convicções e sentimentos democráticos. São pessoas que prezam pela harmonia entre os indivíduos, o debate arejado de ideias, o respeito pelo contraditório e a repulsa pelo ódio, pela tirania e pela imposição de ideias. Conservadores prezam pela moralidade, ética, moral e não aceitam conviver com vantagens vergonhosas, lícitas ou não.

O populismo de Bolsonaro não combina com os princípios da antiga tradição conservadora que capacita as pessoas a viverem juntas pacificamente. Os conservadores, como o próprio nome sugere, não costumam cortejar com o desconhecido, com conflitos, mudanças radicais de paradigmas ou com tempestuosidades. Sabidamente, prezam pela Ordem, Justiça e pela liberdade como conceitos que comprovadamente através dos tempos foram acompanhados de prosperidade e paz nas história das civilizações, mas que muitos sacrifícios custaram à humanidade obter.

Como qualquer populista, Bolsonaro explora o ódio de seus simpatizantes e promete coisas que jamais será capaz de cumprir, como acabar com os bandidos, com os LGBTs, com os comunistas, etc. Também não conseguirá impor trabalhos forçados à população carcerária ou criar penitenciárias agrícolas para exportar a 3.ª maior população carcerária do mundo. Os custos para a criação e manutenção deste tipo de isolamento de presos é dez vezes maior que os presídios convencionais. Além do alto custo com a contratação de milhares de hectares, milhares de agentes para conter mais de 700 mil detentos do Brasil e do grande volume de fuga de criminosos, este tipo de encarceramento provoca colapso na atividade econômica de cidadãos honestos, tira empregos de trabalhadores e cria oportunidades para máfias especializadas em explorar mão de obra barata. Por maior que seja a produção, o custo para o Estado em criar e manter uma grande área é maior que o custo de um presídio e o custo para o contribuinte em manter um preso trabalhando é muito superior ao de um detento no sistema prisional.

São princípios contrários ao mundo livre, ao empreendedorismo e à atividade econômica regulada pelo mercado. No máximo, Bolsonaro conseguiria criar uma pequena penitenciária agrícola modelo, com mil presos, para fazer publicidade de seu governo. O todo de sua promessa é uma mentira que só poderá ser constatada se ele for eleito. Ai será tarde demais quando seus eleitores descobrirem que votaram em um novo Lula disfarçado de candidato da direita. Bolsonaro é contra privatizações, contra o comércio com a China, o maior parceiro comercial de vários países do mundo, é contra o fim dos privilégios e mordomias como auxilio moradia e é contra a reforma da Previdência. Tudo muito parecido com os parlamentares do PT, PSOL, etc. O deputado, apesar de estar há quase trinta anos na Câmara dos Deputados, não conseguiu aprovar nem dois projetos de sua autoria e a maioria dos projetos que apresentou era para beneficiar militares e policiais. A falta de sensibilidade em apresentar projetos alinhados com os interesses da sociedade explica seu baixíssimo rendimento como parlamentar, apesar dos altíssimos custos para o contribuinte. Outra prova da falta de habilidade política de Bolsonaro está no quadro abaixo, quando disputou a Presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2017.

Confira:

Rodrigo Maia (DEM-RJ): 293

Jovair Arantes (PTB-GO): 105

André Figueiredo (PDT-CE): 59

Júlio Delgado (PSB-MG): 28

Luisa Erundina (PSOL-SP): 10

Brancos (sem partido): 5

Jair Bolsonaro (PP-RJ): 4


Outro aspecto perigoso do populismo de Bolsonaro diz respeito ao uso de símbolos e conceitos como Pátria, Deus, Família e Brasil. Estes são valores sagrados para qualquer cidadão e cabe à cada um defendê-los em seu cotidiano. Qualquer idiota pode se apropriar destes temas de forma genérica, no entanto, eleitores caem feito moscas nestes apelos populistas. Isto não é plataforma política ou plano de governo. É o mais puro marketing da hipocrisia. Ainda mais vindo de um homem que se casou três vezes.

O site Imprensa Viva não possui preferência por qualquer candidato à Presidência da República em 2018. Durante este ano eleitoral, serão produzidas matérias com críticas contra absolutamente todos os pré-candidatos, como pode ser conferido em outras matérias já publicadas sobre Marina Silva, Ciro Gomes, Aécio, Dilma, Joaquim Barbosa, Luciano Huck, Lula, Fernando Haddad, Jaques Wagner e qualquer outro pré-candidato que surgir ao longo do ano. O compromisso do Imprensa Viva é o de alertar o eleitor sobre a conduta dos candidatos, para que cada um possa escolher aquele que mais lhe agradar ou o menos pior, de forma democrática. Assim como tem que ser a liberdade de expressão. O partido do Imprensa Viva é o Anti-PT, Anti-comunista e pró-Brasil. 
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