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Mais uma atleta transgênero consegue autorização para jogar como mulher na Austrália



A Veja acaba de informar que a Federação Australiana de Futebol autorizou a atleta transgênero Hannah Mouncey,  que tem 28 anos, 1.90 m e pesa 100 kg, a participar do campeonato nacional feminino da segunda divisão “Estou feliz com a decisão e espero jogar esta temporada”, comemorou Hannah em sua conta no Twitter.

Apesar da autorização, a atleta se recusou a agradecer a federação. “Acho que seria totalmente inapropriado agradecer por me autorizarem a fazer algo que qualquer australiana pode fazer.” Há meses, Hannah lutava para ser aceita em ligas de futebol.

No Brasil, a atleta Tiffany Abreu tornou-se a primeira atleta transexual a atuar em uma partida válida da elite da modalidade no país. Autorizada pela comissão médica da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV),

A situação gerou uma série de polêmicas. A ex-jogadora Ana Paula usou as redes sociais para criticar a liberação e dizer que outras atletas também não concordam com a decisão de permitir que uma transexual jogue com outras mulheres no principal torneio feminino nacional.

- Muitas jogadoras não vão se pronunciar com medo da injusta patrulha, mas a maioria não acha justo uma trans jogar com as mulheres. E não é. Corpo foi construído com testosterona durante a vida toda. Não é preconceito, é fisiologia. Por que não então uma seleção feminina só com trans? Imbatível! - escreveu.

Dentre os aspectos da diferença fisiológica entre homens e mulheres, a capacidade respiratória merece destaque:“A mulher tem a necessidade de respirar ligeiramente mais depressa que o homem”, informa o pneumologista Flávio Tavares Martins, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Respirar mais rápido, porém, não significa ter mais fôlego. A capacidade pulmonar do homem é que é maior (de 25 a 33 por cento). Isso lhe garante um desempenho melhor, por exemplo, em exercícios aeróbicos.

A vantagem no fôlego tem lógica: o homem possui mais massa muscular, que precisa de oxigênio para trabalhar. A massa muscular é fruto da ação, na puberdade, dos hormônios masculinos, os andrógenos. Tão essenciais são esses hormônios que até as mulheres os têm, embora em proporção consideravelmente menor— cerca de 6 por cento do total masculino.

Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, dois recordes foram quebrados na prova de 200 metros rasos: a americana Valerie Hooks cobriu o percurso em 22s03; o americano Carl Lewis, porém, marcou 19s80. Nenhuma originalidade nisso. As marcas masculinas são sempre melhores do que as femininas. Por quê? “Porque os homens são mais fortes, mais rápidos e mais resistentes”, responde o professor de Educação Física José Medalha, vice-técnico da seleção de basquete masculino que disputa as atuais Olímpiadas de Seul A resposta pode parecer sumária. É disso mesmo, porém, que se trata.

Em média, a força muscular da mulher corresponde a 70 por cento da força do homem. A maior diferença está no músculo flexor do antebraço, que nos permite erguer pesos. Sua força, na mulher, eqüivale a menos da metade da força no homem. Já a menor diferença—22 por cento—está nos músculos envolvidos na mastigação, o que, infelizmente para as mulheres, não faz diferença nenhuma na vida esportiva. Que as mais fracas desculpem, mas a força é fundamental no esporte. “No basquete, por exemplo, é preciso ter força nos músculos para correr na quadra. Por isso as equipes não podem ser mistas”, comenta o professor Medalha.


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