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Maduro pode ter mesmo destino de Kadafi, o ditador líbio assassinado pelo povo. - Vídeo com cenas fortes



O presidente venezuelano NIcolás Maduro pode ter o mesmo fim trágico do ditador líbio Muammar Kadafi, que acabou assassinado por populares quando o comboio em que fugia foi interceptado por
rebeldes em outubro de 2011.

O ditador comandou a Líbia com mão de ferro durante 42 anos até ter seu governo posto em xeque a partir das revoltas populares. O clima de ódio contra Nicolás Maduro na Venezuela pode gerar uma situação similar ao que ocorreu na Líbia durante a primavera árabe.

Maduro já foi hostilizado e atacado por populares em mais de uma oportunidade, mesmo cercado por um forte aparato de seguranças. O risco de deposição de Maduro por forças populares ou pelos militares venezuelanos crescem, na medida em que o ditador perde o controle sobre a situação econômica do país e parte para agressões e assassinatos de manifestantes contrários ao seu governo.

Kadafi foi deposto do poder sob as mesmas circunstâncias. Com o apoio das Nações Unidas, as forças rebeldes ganharam o controle da capital Trípoli e estabeleceram um governo de transição, obrigando a fuga do então chefe de Estado, que foi capturado e morto perto de sua cidade natal, Sirte.

A ONU tem manifestado preocupação com a situação da Venezuela e há rumores sobre a participação da entidade na iniciativa de criar campos para refugiados venezuelanos no Brasil. Esta semana, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, sugeriu a possibilidade de um golpe militar na Venezuela, antes de iniciar sua primeira viagem à América Latina, ao lançar a estratégia do governo de Donald Trump para a região.

O chefe da diplomacia americana afirmou que, embora os EUA não estivessem estimulando uma "mudança de regime" no país, o "mais fácil" seria se o ditador Nicolás Maduro deixasse o poder. Previu que haverá uma "mudança" na Venezuela e disse que os EUA desejam que ela seja pacífica.

"Na história da Venezuela e dos países sul-americanos, às vezes os militares são o agente da mudança quando as coisas estão tão ruins e a liderança não serve ao povo", discursou na Universidade do Texas em Austin, aludindo aos golpes de Estado que ocorreram na região na segunda metade do século 20.

Mas acrescentou: "Se esse é o caso aqui, eu não sei".

"Maduro deveria voltar à sua Constituição e segui-la", afirmou, sugerindo que, se a situação esquentar muito para o presidente venezuelano, "tenho certeza de que ele tem amigos em Cuba que poderiam dar a ele uma boa 'hacienda' [grande propriedade] na praia".

O ex-presidente Lula, aliado de Maduro, também vive os momentos finais de seu reinado como líder da esquerda no Brasil. O petista, que também é duramente hostilizado em seu país, não corre os mesmos riscos de seu colega venezuelano, embora as autoridades brasileiras tenham determinado a apreensão de seu passaporte para evitar uma possível fuga do país. O ex-presidente foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro a uma pena de prisão em regime fechado de mais de 12 anos. Lula deve ser preso ante do início do processo eleitoral no Brasil este ano.

No vídeo abaixo, Maduro foi duramente hostilizado por populares e expulso enquanto visitava um projeto de habitação na ilha de Margarida, na Venezuela. Maduro é acusado de assassinar 8.299 venezuelanos. Temendo o pior, o ditador determinou reforço máximo em sua segurança desde o episódio na ilha de Margarida,.






A sugestão para que Maduro considere uma fuga para Cuba pode ser um alerta, para que o ditador não tenha o mesmo fim de Kadafi, caso caia nas mãos de populares.O ditador e líderes do regime, como seu filho Moutassin e o ex-ministro da Defesa, Abu Bakr Yunis Jabar, fugiam do centro da cidade num comboio quando foram interceptados por um bombardeio de aviões de França e EUA, sob o comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Por terra, os rebeldes alcançaram os veículos. Ferido e debilitado – após ser retirado de uma tubulação de esgoto,, Kadafi foi cercado e morto por guerrilheiros de forma extremada.

Imagens fortes no vídeo abaixo.

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