Juiz que acusou Gilmar Mendes de receber uma 'mala grande' para soltar Anthony Garotinho é intimado a dar explicações



A prisão do ex-governador do Rio no ano passado foi maraca por espetáculo de esperneio tão extraordinário no momento em que esta transferido para o presídio, que outros fatos que ocorreram na sequência acabaram ganhando menos destaque na imprensa. Garotinho foi solto e voltou a ser preso em novembro.

Logo após sua última soltura, surgiu uma gravação vazada pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª zona eleitoral do Rio de Janeiro, responsável pelo pedido de prisão preventiva contra Anthony Garotinho naquele mês. Na gravação que circulou pelo WhatsApp e ganhou as redes sociais, o homem afirmava que Gilmar "chefia" a crise do judiciário, que havia "uma quantia alta" envolvida para que o ministro decidisse pela liberdade dos presos (em relação a decisões recentes do ministro), que "Gilmar não tem vergonha na cara" e que "A mala foi grande", numa referência ao dinheiro que o ministro do STF teria recebido para soltar Garotinho..

No final do mês passado, o corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha, determinou que o juiz que fez a gravação preste esclarecimentos sobre o áudio em que fez acusações graves contra o ministro Gilmar Mendes.

Noronha também solicitou informações à Corregedoria-Geral da Justiça do Rio e ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado. Quer saber se ambos estão apurando o caso. No despacho, deu prazo de cinco dias para o recebimento de todas as informações.

Até o momento, não há informações se o juiz Glaucenir Silva de Oliveira prestou os esclarecimentos solicitados.

Com informações da Folha
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